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Manifestação contra violência policial e racismo convocada para hoje em Lisboa

Uma manifestação contra a violência policial e o racismo institucional vai assinalar hoje, em Lisboa, o Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial.

SIC

Em comunicado, o "grupo contra a violência policial e o racismo institucional", composto por movimentos e organizações sociais e moradores dos bairros periféricos de Lisboa, que organiza o protesto, marcado para as 16:00, no Largo de São Domingos (Rossio), escolheu a frase "Vidas Negras importam" como lema.

"Porque as Vidas Negras importam, seguiremos lutando contra as estruturas que produzem e favorecem o racismo e a discriminação racial em Portugal", justifica.

Entre as reivindicações, estão "o fim imediato das operações policiais" do Corpo de Intervenção Rápida nos bairros, a classificação como "crime público" dos atos de tortura e de ódio racial e "a demissão do comandante e agentes envolvidos nos atos de tortura ocorridos na esquadra de Alfragide".

Em causa estão confrontos entre agentes policiais da esquadra de Alfragide e habitantes do Bairro do Alto da Cova da Moura, no dia 05 de fevereiro.

O Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial recorda o massacre de Sharpeville, cometido pela polícia do regime segregacionista do 'apartheid', na África do Sul, que, a 21 de março de 1960, assassinou 69 pessoas e feriu 180, entre os 20 mil negros que protestavam pacificamente em Joanesburgo.

"Meio século depois, em Lisboa, atos de tortura e de ódio racial, como os praticados por agentes policiais na esquadra de Alfragide, (...) mostram-nos como pessoas negras desarmadas são vítimas da violência de Estado", denunciam os organizadores do protesto.

Considerando que a população negra de Lisboa tem sido "bode expiatório", o grupo acusa o "silêncio" da sociedade de legitimar "que bairros pobres e periféricos sejam territórios de exceção do Estado de Direito, onde a polícia espanca e dispara contra pessoas indefesas".

No comunicado, lembra-se "algumas das vítimas mortais de racismo e violência policial em Portugal", como Elson Sanches (KUKU), Carlos Reis (PTB), Diogo Borges (Musso), José Carlos (Teti), Ângelo Semedo (Angoi), Manuel Pereira (Tony) e Nuno Rodrigues (Snake). 

Os organizadores do protesto condenam ainda "a injustiça do quadro jurídico português, no qual o racismo apenas constitui uma contraordenação" e acusam a justiça de ilibar "os agentes perpetuadores destes crimes".



Lusa
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