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Paulo Portas diz que terrorismo é "injustificável" durante visita à Tunísia

O vice-primeiro-ministro Paulo Portas disse hoje em Tunes que o terrorismo é "injustificável", após um encontro com o Presidente tunisino Béji Caid Essebsi, a quem exprimiu a "solidariedade" do Estado e do povo português.

(Lusa)

 "Em nome de Portugal, do Estado português e sobretudo do povo português, transmiti ao senhor Presidente da República a nossa amizade, a nossa solidariedade, e a nossa confiança", referiu o vice-primeiro-ministro em declarações no final do encontro, no âmbito de uma visita oficial e numa referência aos atentados de quarta-feira na capital do país magrebino reivindicados pelo grupo Estado Islâmico que provocaram 21 mortos, incluindo 17 turistas.  

"O terrorismo é injustificável. Não há justificação para aqueles que tiram vidas inocentes. A via para exprimir opiniões políticas é a liberdade e a democracia, não é o terror nem a violência. Enquanto europeus e enquanto portugueses sentimo-nos muito próximos da Tunísia, precisamente e sobretudo neste momento", frisou.   

Paulo Portas, acompanhado pelo secretário de Estado para o investimento, Pedro Gonçalves e outros responsáveis, também exprimiu confiança no "sucesso" do processo de transição para a democracia na Tunísia, recordou que o país tem uma nova Constituição e novos dirigentes, e apontou 2015 com o ano da recuperação.  

"A recuperação da economia tunisina, a confiança no crescimento, o crescimento pelo emprego. Isto é muito importante para estabelecer um sentimento de justiça social e um sentimento de esperança económica no vosso país, belo, democrático, tolerante e acolhedor", registou, exprimindo-se em francês. 

O número dois do Governo português sublinhou ainda que foi acompanhado na deslocação por uma delegação de 19 empresas portuguesas, e que coincide com um momento crucial para o país, cuja economia permanece muito dependente das receitas da indústria do turismo.  

"Quisemos vir e estar presentes precisamente e ainda mais neste momento, e a minha tarefa e a do secretário de Estado na Tunísia consiste em reforçar as relações comerciais e de investimento entre os dois países. Podemos fazer melhor, vamos fazer melhor", assinalou ainda. 

Lusa
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