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Académica de Coimbra não almoça com Passos para protestar contra cortes na Educação

Os estudantes de Coimbra vão estar hoje em protesto, de pés e mãos atados, contra os cortes na Educação, à mesma hora que outros almoçam com o primeiro-ministro, em Braga, para assinalar o Dia do Estudante.

(Arquivo)

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Esta é uma das várias iniciativas de protesto com que os alunos do ensino superior de várias instituições pretendem marcar a data de hoje.

 

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, almoça em Braga, por volta das 13:00, com representantes de várias associações académicas nacionais.

 

Na segunda-feira, a académica de Coimbra, pela voz do seu presidente, Bruno Matias, recusou o convite de Passos Coelho.

 

"O Dia do Estudante deve ser celebrado com os estudantes, unidos, a reivindicar por melhores condições e por um ensino superior com mais qualidade", sublinhou o presidente da AAC, Bruno Matias, referindo que esta posição surge em sentido contrário à da maioria do movimento associativo nacional, que se irá sentar à mesa com Pedro Passos Coelho.

 

A académica de Coimbra convocou, por isso, os estudantes para uma ação de protesto, que começa com uma concentração ao meio dia no Largo D. Dinis, que segue, pelas 12:30, em arruada, até à sede da Associação Académica de Coimbra (AAC), onde, pelas 13:00, onde se deverá formar um cordão humano estudantil, de pés e mãos atados, contra os cortes no ensino superior.

 

Para o dirigente estudantil, a presença na rua nesse dia "é mais importante do que almoços com o primeiro-ministro", de cujos resultados políticos duvida assim como da "discussão profunda" do ensino superior português.

 

"Os problemas não se resolvem em almoços", apontou Bruno Matias, considerando o convite "deselegante".

 

Na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, com polo em Almada, os estudantes vão pintar uma faixa negra para denunciar os problemas na instituição, e em Setúbal, os alunos do politécnico, protestam de forma semelhante, pintando uma faixa negra e preenchendo um livro negro com os problemas da sua escola.

 

Os cortes na educação já tinham levado os alunos do ensino básico e secundário em manifestarem-se nas ruas, num dia de luta nacional, que em Lisboa culminou num protesto frente ao Ministério da Educação e Ciência, exigindo a demissão do ministro Nuno Crato e melhores condições nas escolas.

 

Lusa

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