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Elétricos forrados a cortiça começam a circular por Lisboa

Dois elétricos recuperados da sucata e forrados a cortiça começaram hoje a fazer o percurso turístico entre a Praça da Figueira e o Castelo de São Jorge, em Lisboa, esperando ser "um sucesso em termos turísticos na cidade".

Lusa

Segundo o presidente da Transportes de Lisboa, Rui Loureiro, estes dois novos elétricos são "uma nova amostra, dão um novo colorido à cidade e promovem os produtos nacionais" como a cortiça, disse hoje durante a viagem de inauguração. 

Os elétricos vão fazer o percurso 'Castle Tram Tour', da Carristur, com partida da Praça da Figueira e destino ao Castelo de São Jorge, mostrando lugares emblemáticos da cidade como a Sé de Lisboa, o Largo de Santa Luzia, o Largo das Portas do Sol, o Castelo de São Jorge, o Mosteiro de São Vicente de Fora e o Largo da Graça, com o custo de dez euros por bilhete, válido para um dia inteiro.

O projeto, denominado "Eletri'Cork", está associado à instalação artística "Prazeres 28", um elétrico de cortiça em tamanho real, da autoria do artista plástico Nuno Vasa, que o integrou no festival "Iberian Suites: Arts Remix Across Continents", a decorrer desde 03 de março até hoje, no Kennedy Center, nos Estados Unidos.

"Lembrámo-nos que seria interessante utilizar os nossos elétricos que estão mais antigos e darmos-lhes algum 'lifting' e forrá-los com cortiça", explicou Rui Loureiro.

O presidente da Transportes de Lisboa considerou que "os elétricos, ultimamente, têm pouco serviço público, [e servem] fundamentalmente para turismo", acrescentando que "é uma forma diferente de explorar a cidade, de mostrar a cidade aos turistas".

O restauro dos dois elétricos forrados a cortiça uniu a Carristur - operadora de circuitos turísticos -- e as empresas Sofalca e Pelcor, que forneceram a cortiça.

 "Os elétricos estavam quase na sucata, portanto tivemos que, ao longo destes anos, os vir colocando em serviço, neste momento temos sete, dois dos quais revestidos a cortiça", explicou o administrador da Carristur, António Proença.

Questionado sobre o investimento na recuperação dos elétricos, o responsável da Carristur disse que "andará, em cada elétrico, na casa dos 30 a 40 mil euros".

António Proença considerou ainda que "o problema não é só recuperá-los, é mantê-los", explicando que, "num elétrico com cerca de 100 anos, os custos de manutenção são elevados", o que faz com que seja mais difícil mantê-los em circulação.

"A maior parte das cidades acabou com os elétricos. A maior parte das pessoas jovens nunca os viram, portanto está-lhes no imaginário", referiu o responsável da empresa Carristur, explicando que "é uma forma de descobrir uma cidade [Lisboa] que teve o condão de os conservar e de os colocar ao serviço do público".









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