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Passos afirma que "depois de tanto tempo" a juventude já encontra oportunidades em Portugal

O primeiro-ministro considerou que hoje os jovens portugueses encontram em Portugal oportunidades depois de "tanto tempo" sem as encontrarem e reafirmou a necessidade e "ambição" de ter mais jovens a concluir o ensino superior.

Olivier Hoslet

Em Braga, para a apresentação do Livro Branco da Juventude, Pedro Passos Coelho admitiu que a juventude foi "particularmente penalizada" com as dificuldades financeiras que o país atravessou e explicou que as projeções para o futuro devem ser feitas com "soluções duradouras" que impeçam o regresso dos tempos de crise.

O primeiro-ministro reafirmou assim a necessidade de Portugal ter finanças públicas "sólidas" e que dessa forma o futuro será de uma "progressão muito mais rápida".

"Se tivemos durante muitos anos jovens que não encontraram em Portugal as oportunidades adequadas temos hoje, cada vez mais, jovens que encontram oportunidades cá e que entendem que Portugal pode ser um bom destino até para jovens de outras nacionalidades", defendeu Pedro Passos Coelho.

Para o chefe do executivo, a "ambição" passa por haver cada vez mais jovens a frequentar o ensino superior.

"Precisamos de ser mais ambiciosos, de levar mais jovens para o ensino superior e precisamos que eles saiam com graus de qualificação cada vez mais elevados e que isso corresponda nas empresas que os podem vir a colher mais capacidade e desempenho e dê crescente valor ao que fazemos", frisou.

Segundo o líder do Governo, os "jovens foram particularmente penalizados por este tempo de crise" e quando se projeta o futuro o melhor a fazer "é encontrar soluções duradouras que impeçam que problemas desta natureza se voltem a colocar".

Por isso, enfatizou a necessidade de continuar com as contas públicas equilibradas.

"Vivemos uma época em que precisamos, reafirmo, de ter Finanças Públicas sólidas para não pôr em causa o futuro como aconteceu no passado recente mas precisamos também de acrescentar a isso uma ambição grande para o futuro", disse.

Aliás, sobre o futuro, Passos afirmou esta manhã que as reformas são para continuar e que "tudo o que existia antes" não pode ser reposto ao mesmo tempo, tendo voltado a insistir numa mensagem de esperança.

"Nós precisamos ainda de levar mais longe as reformas estruturais que estamos a fazer, nomeadamente ao nível do próprio Estado, porque se não podemos repor tudo o que existia antes, que é como quem diz, se não podemos remover todas as medidas extraordinárias de um dia para o outro temos de o fazer gradualmente e enquanto o vamos fazendo nós temos de ir encontrando espaço para que a dívida do Estado não aumente gradualmente, pelo contrário", afirmou o líder do Governo esta manhã.

Agora, e perante uma plateia de jovens, Passos optou por deixar mais uma mensagem de esperança.

"Estou convencido que os próximos anos serão de uma progressão muito mais rápida do que muitos pensam", afirmou.


LUSA
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