sicnot

Perfil

País

Trabalhadores da STCP e sindicatos falam em "falta de segurança no terreno"

A Comissão dos Trabalhadores da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) e representantes sindicais acusaram hoje o Governo e a direção desta empresa de ignorarem a "falta de segurança com que vivem os funcionários no dia-a-dia".

LUSA/ ARQUIVO

"Os utentes veem-se privados de transporte público e os trabalhadores são confrontados diariamente com agressões verbais e físicas. Os trabalhadores no terreno são os primeiros a ser confrontados com a insatisfação dos utentes", descreveu o coordenador da Comissão dos Trabalhadores da STCP, Pedro Silva.

O representante falava à Lusa após uma reunião pedida por esta comissão e por representantes de cinco sindicatos do setor com a direção da STCP, que durou várias horas, tendo sido descrita à saída como "inconclusiva".

"O que o conselho de administração nos disse não nos acalma. [A direção] não apresentou proposta nenhuma concreta para o problema que nos trouxe aqui: a falta de efetivos que causa falta de segurança", disse Pedro Silva que descreveu "casos" que terão ocorrido hoje, os quais despoletaram este "pedido urgente de reunião".

Segundo Pedro Silva, a população, em forma de protesto, terá bloqueado autocarros na linha de Contumil (carreira 402), obrigando a intervenção policial, por "só estarem dois veículos na rua, quando deveriam estar cinco".

O representante dos trabalhadores falou ainda de uma "tentativa de agressão" a funcionários da STCP nas instalações da empresa por parte de "um utente mais desagradado pela falta de efetivos e carros a circular".

Questionado sobre as respostas que obteve por parte da direção, Pedro Silva sintetizou: "A administração diz sempre que a tutela não autoriza nada".

"O que temos vindo a verificar é que esta administração está a cumprir um ato de gestão. Não há estratégia nenhuma para a empresa. Vivem o dia-a-dia da empresa à espera de uma concessão que ninguém sabe quando vai acontecer, nem se vai acontecer", acrescentou.

Pedro Silva avançou ainda que os representantes dos trabalhadores têm pedido quer ao secretário de Estado dos Transportes quer ao ministro da Economia que se reúna com os funcionários da STCP mas, afirmou o dirigente, "há falta vontade política para resolver estes problemas".

"Ficamos sem alternativas que não seja o recurso a outras vias que temos tentado evitar", disse, não descartando a possibilidade de recorrer à greve, hipótese que vai ser discutida "entre outras" numa reunião entre as estruturas sindicais e de trabalhadores na próxima quinta-feira.

Além de membros da Comissão dos Trabalhadores da STCP, participaram na reunião o Sindicato Nacional dos Motoristas (SNM), a Associação Sindical de Motoristas de Transportes Coletivos do Porto (SMTP), o Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes Rodoviários do Norte (STRUN), o Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes (SITRA) e o Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes da Área Metropolitana do Porto (STTAMP).

A agência Lusa tentou obter um comentário por parte da direção da STCP mas até ao momento não foi possível.


LUSA
  • Atacantes usaram "tática defendida pelos extremistas do Daesh"
    1:43

    Ataque em Barcelona

    O ex-presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo esteve em direto, para a SIC Notícias, onde falou sobre o ataque desta quinta-feira nas Ramblas, em Barcelona. José Manuel Anes falou na tática defendida na revista dos extremistas do Daesh e que foi usada neste ataque: a utilização de viaturas "de preferência as mais pesadas para matar o maior número de pessoas".