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Treze polícias julgados por tráfico de droga, corrupção e segurança privada ilegal

Treze polícias da divisão de Cascais, 14 civis e uma empresa começam hoje a ser julgados, em Lisboa, por segurança privada ilegal, tráfico de droga e de armas, extorsão, corrupção e coação, entre outros crimes.

10 de novembro: Polícias israelitas prendem um manifestante durante um protesto na vila árabe de Kfar Kana, a norte de Israel. Os jovens árabes entraram em confronto com a polícia queimando pneus e atirando pequenas bombas às autoridades. Foi o terceiro dia de distúrbios após o assassinato de um homem local por um oficial israelita.

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Ariel Schalit

Entre os 28 arguidos estão nove agentes, dois comissários, um subcomissário e um chefe da PSP, colocados na Esquadra de Investigação Criminal de Cascais, à data dos alegados factos. 

São ainda arguidos dois guardas prisionais, um dos quais já aposentado, um advogado, um oficial da justiça, dois empresários, um produtor de televisão e uma empresa de segurança privada.

O Ministério Público (MP) deduziu acusação em maio de 2012, tendo alguns dos arguidos requerido a abertura de instrução. No despacho de pronúncia, a juíza alterou o crime de tráfico de droga qualificado para simples, e deixou cair o principal crime de associação criminosa, por considerar que não existia um grupo organizado que obtinha dinheiro com a prática de diversos ilícitos, na zona de Cascais e arredores, como defendia o MP.

Contudo, a pronúncia, proferida em abril de 2014 e a que a agência Lusa teve acesso, frisa que os arguidos, enquadrados em funções na Polícia de segurança Pública, "de algum tempo a esta parte vieram-se organizando em grupo para a prática ilegal" de segurança privada, nomeadamente em locais de diversão noturna.

"Estes arguidos criaram grupos que funcionavam autonomamente uns dos outros e que se dedicavam ao exercício da segurança privada e particular para o que eram contactados pelos interessados, ou eles próprios faziam os contactos, elaboravam orçamentos, contactavam outros colegas para colaborarem nestes serviços, recebiam o pagamento e procediam à sua distribuição entre todos", sustenta a pronúncia, sublinhando que estes grupos "não disputavam os mesmos clientes, nem seguiam uma lógica de concorrência entre si".

O despacho de pronúncia acrescenta que, por vezes, alguns arguidos abordavam os cidadãos que se dirigiam à esquadra para apresentarem queixas e/ou denúncias e ofereciam-lhes os seus préstimos na resolução dos problemas, a troco de quantias monetárias.

"Para este efeito, os arguidos propunham-se agredir e ameaçar os indivíduos e informavam os eventuais clientes que, em tribunal, as questões demoravam muito tempo a serem resolvidas", sustenta a pronúncia.

O início do julgamento está marcado para as 09:30, no Tribunal Central de Lisboa, no Campus da Justiça.


Lusa


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