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Miguel Albuquerque diz que não está para aturar "palhaçadas políticas"

O cabeça de lista do PSD às eleições de domingo na Madeira, Miguel Albuquerque, disse hoje não estar disposto a aturar "palhaçadas políticas" e pediu "humildemente" uma maioria absoluta para governar a região autónoma com "rumo e estabilidade".

HOMEM DE GOUVEIA

"Vivemos, hoje, um momento histórico, um momento importantíssimo na história da Madeira. Nós não estamos para aturar palhaçadas políticas. A política é uma atividade demasiado séria para ser encarada de uma forma leviana", disse Miguel Albuquerque num jantar/comício, no Funchal, que juntou mais de cinco mil pessoas, segundo a organização.

O cabeça de lista do PSD criticou os adversários políticos, particularmente a coligação Mudança (PS, PTP, PAN e MPT), considerando que, ao nível da Câmara Municipal do Funchal, onde lidera o executivo e conta também com a presença do BE, não passa de um "bluff". 

"Basta olhar para a Câmara do Funchal para saber o que é que aconteceu com essa Mudança: brigas internas, conversa fiada, incapacidade executiva, esclerose administrativa, desentendimentos, falta de capacidade de resposta às solicitações dos cidadãos, obra zero", disse Miguel Albuquerque.

O candidato social-democrata salientou que os objetivos do partido são, neste momento, a Região Autónoma da Madeira e o povo madeirense. "Temos que estar cientes que é um trabalho fundamental que todos temos que fazer, em nome do presente, mas sobretudo em nome das futuras gerações", sublinhou, prometendo iniciar um "novo ciclo para os madeirenses e os porto-santenses", onde a social-democracia liderará uma "nova esperança para a nossa região".

Miguel Albuquerque afirmou, por outro lado, que toda a oposição regional "estava enganada" quando pensou que o PSD tinha entrado em decadência, que estava dividido e não tinha hipótese de ganhar de novo a confiança do eleitorado. 

"Os sociais-democratas madeirenses mais uma vez assumiram as suas responsabilidades perante o momento histórico que vivemos. O nosso partido fez uma renovação tranquila. Abriu-se aos cidadãos e à juventude e recentrou a sua ação junto do nosso povo e, agora, no próximo domingo, vamos ganhar as eleições", declarou. 

Entre as promessas que fez aos milhares de apoiantes que participaram no jantar/comício, conta-se a reforma o sistema político regional e luta por um regime fiscal próprio. Também garantiu apoios aos mais desfavorecidos e vulneráveis, bem como aos setores da educação, saúde e agricultura. 

O PSD é uma das 11 forças políticas que concorrem às eleições legislativas antecipadas de domingo na Madeira. O ato eleitoral foi marcado na sequência da demissão do presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, depois de ter sido substituído na liderança do PSD por Miguel Albuquerque.


Lusa
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