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OCDE sublinha importância de aumentar a escolaridade dos portugueses

O secretário-geral da OCDE defendeu hoje a necessidade de aumentar os níveis de escolaridade da população portuguesa, que colocam Portugal entre os três países da OCDE com a mais baixa percentagem de adultos sem ensino secundário completo.

(AP/ Arquivo)

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(Francisco Seco/ AP)

Cerca de "62% da população entre os 25 e os 64 anos não concluíram o ensino secundário", afirmou Angel Gurría, secretário-geral da OCDE durante a apresentação do Relatório de Diagnóstico: Portugal 2015, lembrando que esta é a "terceira percentagem mais elevada na área da OCDE".

Para o representante da OCDE, organismo responsável pelo relatório hoje apresentado no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, é preciso "trabalhar nesse ponto".

O documento faz um diagnóstico da situação do país e "fornece um quadro útil para desenvolver políticas integradas" em três pilares: desenvolvimento de competências desde a infância até à idade adulta; capacidade de oferecer competências no mercado de trabalho e utilizar as competências na economia e mercado de trabalho, explicou.

No que toca à educação, Angel Gurría começou por sublinhar as melhorias registadas nos últimos anos, lembrando que "Portugal é hoje um dos poucos países" que conseguiu reduzir o número de alunos com fraco desempenho e melhorar os resultados dos estudantes a matemática.

A melhoria do acesso ao ensino básico e a qualidade do sistema de ensino foram outras das melhorias registadas no documento intitulado "Estratégicas de Competências da OCDE. Relatório de Diagnóstico: Portugal 2015". 

No entanto, também existem alguns indicadores preocupantes, como "a origem socioeconómica dos alunos continuar a ter um impacto acima da média nos resultados académicos" ou as taxas de abandono escolar e retenção continuarem elevadas.

O relatório aponta o atraso de Portugal em relação aos países mais desenvolvidos no que toca ao nível médio das qualificações da população adulta e jovem, que considera estar "associado à tardia escolarização da população portuguesa, à reduzida participação da população adulta em atividades de educação e formação certificada e ao abandono escolar precoce dos jovens".

"A inexistência, apesar da melhoria, de um sistema de educação e formação de qualidade e eficiente; e o desajustamento entre as qualificações produzidas e as procuradas pelo mercado de trabalho" são outras das falhas apontadas no documento que defende a necessidade de "intervenções diretas" destinadas a reduzir o abandono escolar e promover o sucesso educativo.

A situação dos jovens conhecidos como os "nem-nem", porque não estão a estudar, nem a trabalhar nem a fazer qualquer formação, também "merece particular preocupação", dizem os relatores do documento, lembrando que a percentagem destes jovens atingiu os 16,7% em 2013 (16,2% de homens e 17,2% de mulheres).

"Aqui fica o diagnóstico. Mas a cura tem custos", disse o secretário-geral da OCDE no final da sua apresentação, lembrando que agora o desafio é "passar o diagnóstico à ação".

A apresentação do relatório contou com a presença do primeiro-ministro, o ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, o ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, Pedro Mota Soares, e o ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional Poiares Maduro, que levou o Angel Gurría a sublinhar "o trabalho hoje está suspenso".

Lusa
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