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Falta de médicos não se deve a "inibição em termos de disponibilidades financeiras"

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, referiu hoje, na Guarda, que a falta de médicos em alguns hospitais do país, não se deve a "qualquer inibição em termos de disponibilidades financeiras".

(EPA/Arquivo)

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ARMIN WEIGEL

"A falta de médicos em algumas especialidades, como nós já dissemos, em vários locais do país, não se trata de qualquer inibição em termos de disponibilidades financeiras. Nós contratamos todos os médicos das especialidades em que há carências", disse hoje Paulo Macedo aos jornalistas, no final da cerimónia de tomada de posse do novo Conselho de Administração (CA) da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda.

O governante aludiu ao caso do Hospital Sousa Martins, na Guarda, gerido pela ULS, dizendo que as carências "mais prementes" são na área de anestesia, uma situação que "é comum a todo o país", e também na área da radiologia. 

"Algumas carências têm que ser supridas de uma forma colaborativa, como foi referido na tomada de posse, neste caso através de um acordo que foi feito com o Centro Hospitalar Universitário de Coimbra (CHUC)", apontou.

Na área da radiologia disse que "também terá que se ter caminhos através da telerradiologia, da telemedicina e também tornar mais atrativas as condições para os médicos se virem fixar na Guarda".

Para a fixação de médicos também contribuirá o diploma publicado para pagar ajudas de custo aos profissionais que tenham mobilidade a mais de 60 quilómetros. 

"Neste caso concreto da Guarda permite que alguns dos 1.500 médicos que o CHUC tem possam vir a deslocar-se à Guarda", observou.

Referiu ainda "os incentivos à fixação no interior de médicos para certas especialidades, que vai ser também publicado entre este mês e o próximo".

"Nós esperamos que também dê algum contributo concretamente para algumas especialidades aqui na Guarda e, por outro lado, também a possibilidade de recorrermos a médicos reformados que também possa ter algum impacto positivo, designadamente em termos de médicos de medicina geral e familiar", disse Paulo Macedo.

O ministro disse que na área da ULS/Guarda, responsável por dois hospitais e 13 centros de saúde, mais de 90% da população tem médico de família mas continua a existir falta de médicos de família, sendo necessário contratar oito profissionais.

Paulo Macedo indicou que nos últimos 16 meses foram recrutados 250 pessoas para a ULS/Guarda, sendo cerca de 58 enfermeiros, mais de 40 médicos e oito especialistas.

"Este ano já recrutámos mais 35 médicos e autorizámos recentemente a contratação de mais 16 enfermeiros", apontou.

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) entregou hoje uma carta aberta ao ministro da Saúde a alertar que "a grave carência de recursos humanos" na ULS/Guarda, não só "põe em causa a qualidade dos serviços de saúde prestados, bem como, a resposta mínima exigida de algumas das suas valências".

O SEP "não pede incentivos para fixar enfermeiros", disse o sindicalista Honorato Robalo, lembrando que "há muitos enfermeiros no desemprego e poucos nos serviços".


Lusa
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