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Deputados dizem ser preciso "investimento substancial" para combater violência nas escolas

O coordenador do Grupo de Trabalho da Assembleia da República da Indisciplina em Meio Escolar admitiu hoje ser preciso um "investimento substancial" para combater o fenómeno da violência e indisciplina nas escolas em Portugal.

"A esta altura é possível dizer que nós precisamos de um investimento substancial nas condições para se tratar estes fenómenos", o da indisciplina e da violência em meio escolar, declarou aos jornalistas Rui Pedro Duarte, à margem de uma visita à sede do Agrupamento de Escolas Rodrigues de Freitas, no Porto.

A Comissão de Educação, Ciência e Cultura, através do Grupo de Trabalho da Indisciplina em Meio Escolar realiza hoje visitas de trabalho a escolas do distrito do Porto, designadamente no Agrupamento de Escolas Rodrigues Freitas e no Agrupamento de Escolas Dr. Costa Matos.

O Grupo de Trabalho sobre Indisciplina em Meio Escolar quer fazer sair, até ao final da legislatura, "algumas considerações sólidas" para ajudar as escolas a gerirem os seus espaços e a poderem tratar melhor as situações de indisciplina e violência, explicou o coordenador e deputado socialista Rui Pedro Duarte.

"Até ao final da legislatura, este Grupo de Trabalho deixa à Comissão de Educação recomendações, reflexões que decorrem daquilo que foi trabalho no terreno que estamos a fazer", asseverou.

O deputado comentou que os jovens de hoje em dia que frequentam as escolas têm "novas necessidades", "novos comportamentos" e "novas atitudes" que é preciso serem tratadas da forma mais "correta possível e da forma que permita às escolas integrá-los e não excluí-los".

"Queremos garantir que este trabalho que estamos a fazer (...) ajude a ter novas soluções que não compliquem a vida das escolas", afirmou, acrescentando que a reunião serviu para constatar o que são as necessidades das escolas e os seus desafios, para lidar com os problemas da indisciplina e da violência em meio escolar.

A diretora do Agrupamento de Escolas Rodrigues de Freitas, que coordena 2.100 alunos e 200 professores, assume, por seu turno, que não há uma resposta única para os fenómenos da indisciplina, violência ou do bullying no meio escolar.

"Há toda uma gestão diária no sentido de combater estas situações", assume a professora Maria José Ascensão, referindo que as boas práticas devem ser articuladas com outras entidades de forma concertada para que não haja "duplicação de esforços".

Maria José Ascensão admite que lidar com o fenómeno da violência escolar "exige um grande esforço de rentabilização de recursos" e "muito amor à camisola" para atingir resultados e encontrar formas de cativar os alunos a "100%" durante toda a escolaridade obrigatória.

O Sindicato Nacional dos Psicólogos já se pronunciou a 8 de abril transato sobre o assunto da indisciplina e violência no meio escolar junto deste grupo de trabalho e defendeu, por exemplo, "clima escolar positivo", "laços de proximidade entre a comunidade", que as regras devem ser claras e feitas logo no início do ano letivo e que a escola deve ser o lugar "mais seguro do mundo, não só para alunos, como para professores".

Lusa
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