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Polícia venezuelana capturou um dos alegados assassinos de comerciante madeirense

A polícia venezuelana anunciou hoje que deteve um suspeito do sequestro e homicídio do comerciante madeirense José Henrique Maia Sardinha, do qual foram encontradas partes do corpo em julho de 2014, na localidade de Cátia (oeste de Caracas).

Segundo as autoridades venezuelanas, o suspeito é conhecido pela alcunha de "El Enano" (O Anão) e a sua detenção foi efetuada por funcionários do Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas (Cicpc, antiga Polícia Técnica Judiciária) na Avenida Casanova, da cidade de Maracay, a 110 quilómetros a oeste de Caracas.

A polícia procura ainda três outros homens suspeitos de envolvimento no crime e está a tentar identificar dois outros, dos quais apenas tem as respetivas alcunhas.

José Enrique Maia Sardinha, 40 anos, era proprietário da padaria 'El Arabito' e filho de emigrantes naturais do Porto Moniz, Madeira, e foi sequestrado por vários homens armados no dia 08 de junho de 2014, pouco depois de chegar ao trabalho.

O sequestro ocorreu quando, acompanhado de dois empregados, carregava uma viatura com o pão que seria distribuído para vários supermercados.

Quatro dias depois do rapto, as autoridades encontraram a cabeça e as mãos de um homem, nas proximidades do Mercado de San Martín, em Cátia, e confirmando mais tarde pertencerem ao comerciantes português.

A 12 de julho de 2014, as autoridades detiveram duas mulheres por suspeita de envolvimento no sequestro e assassinato do comerciante português.

Fontes policiais explicaram que "o cruzamento" de telefonemas permitiu estabelecer a alegada participação no sequestro de dois motoristas que distribuíam o pão da padaria da vítima.

As autoridades descobriram também a participação de um empregado de um bar e de um pedreiro, que se encontram em parte incerta.

Segundo as investigações, os raptores contactaram na altura os familiares da vítima e exigiram o pagamento de uma alta soma de dinheiro pelo resgate, tendo sugerido que empenhassem os bens para reunir o montante pedido.







Lusa