sicnot

Perfil

País

Greve no setor ferroviário com adesão de 75%

A adesão à greve de hoje dos trabalhadores do setor ferroviário é de cerca de 75%. Circularam 129 comboios de 261 programados até às 8:00.

LUSA/ ARQUIVO

Em declarações à agência Lusa, a porta-voz da CP-Comboios de Portugal, Ana Portela, adiantou que se realizaram - entre as 00:00 e as 08:00 de hoje - 129 comboios em 261 previstos.

"Destes 129, 114 eram de serviços mínimos", disse Ana Portela, realçando que em Lisboa circularam 51, 39 dos quais de serviços mínimos decretados pelo tribunal arbitral.

"Na linha de Sintra, que costuma ter uma grande afluência de passageiros, foram efetuados 50% dos comboios. Fizemos 24 em 48 programados. Nos urbanos do Porto efetuaram-se 29 em 53 programados", disse.

A porta-voz da CP adiantou ainda que estão a circular comboios regionais e intercidades.

Também o coordenador da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS), José Manuel Oliveira, adiantou hoje à Lusa que a adesão à greve é de 75%, no que diz respeito à CP e Refer.

"Na CP e Refer, temos uma adesão de 75%, mas na EMEF e CP Carga estamos a prever uma adesão muito superior", disse, acrescentando que ainda estão ser reunidos mais dados sobre a paralisação.

A greve de hoje abrange trabalhadores de cinco empresas -- CP, CP Carga, Refer, EMEF e Estradas de Portugal (EP), que contestam a privatização da CP Carga e da empresa de manutenção ferroviária, a fusão da EP com a Refer e a concessão de linhas da CP.

Em comunicado enviado ao início da manhã, a Estradas de Portugal (EP) informou que o impacto da greve na atividade da empresa era nulo, encontrando-se todos os serviços a funcionar na sua plenitude, nomeadamente o Centro de Controlo de Tráfego.

De acordo com a EP, o Centro de Controlo de Tráfego "continua a prestar todas as informações de trânsito aos seus clientes e as Unidades Móveis, que durante toda a noite patrulharam as estradas, prestaram assistência aos automobilistas".

A greve nos trabalhadores da EP foi convocada pela Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, para a fazer coincidir com "a luta" dos trabalhadores da Refer, que também paralisam.

A agência Lusa tentou, sem sucesso, obter informações sobre a adesão à greve junto da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas Sociais.

Na passada quinta-feira, o Governo aprovou em Conselho de Ministros a fusão da Estradas de Portugal e da Refer na Infraestruturas de Portugal, que será uma realidade a 01 de maio ou a 01 de junho, dependendo da promulgação do diploma pela Presidência da República. 

Duas semanas antes, o Governo tinha aprovado os processos de privatização da CP Carga e da EMEF, que deverão estar concluídas até ao final da legislatura, depois de um longo processo negocial com Bruxelas sobre as ajudas do Estado às duas empresas.


Com Lusa
  • Divorciados vão poder dividir filhos no IRS 

    Economia

    Os divorciados vão passar a poder dividir os filhos no IRS (imposto sobre o rendimento singular) e o Governo está a estudar soluções para que em 2018 haja um novo sistema para lidar com a guarda conjunta de filhos.

  • "Os governos são diferentes mas o povo é o mesmo"
    0:45

    Economia

    O Presidente da República atribui o resultado do défice do ano passado ao espírito de sacrifício do povo português. Num jantar em Coimbra para assinalar o Dia do Estudante, Marcelo Rebelo de Sousa considerou ainda que o valor do défice de 2016 é a prova de que com governos diferentes conseguem-se os mesmos objetivos.

  • Recuo na saúde é primeira derrota de peso para Donald Trump
    1:18

    Mundo

    O Presidente norte-americano sofreu esta sexta-feira uma derrota de peso. O líder da Câmara dos Representantes retirou a proposta do plano de saúde de Trump, que se preparava para um chumbo na câmara baixa do Congresso. Para já, mantém-se o Obamacare.

  • Pai do piloto da Germanwings defende inocência do filho

    Mundo

    O pai de Andreas Lubitz declarou esta sexta-feira que o filho não é o responsável pelo embate do avião da Germanwings contra um local montanhoso, que fez 150 mortos. O Ministério Público alemão concluiu em janeiro que o incidente em 2015 foi apenas da responsabilidade do piloto.