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Lince ibérico encontrado morto foi envenenado

A fêmea de lince ibérico encontrada morta no passado dia 12 de março foi envenenada.

Lince libertado em dezembro de 2014 em Mértola.

Lince libertado em dezembro de 2014 em Mértola.

Arquivo Lusa

O lince tinha sido criado em cativeiro e libertado, juntamente com outros cinco animais da mesma espécie, perto de Mértola, em fevereiro. 

O resultado da análise foi conhecido hoje e confirmou a morte por envenenamento. Viveu apenas cerca de duas semanas no habitat natural. 

"Kayakweru, fêmea reintroduzida a 7 de fevereiro e libertada na natureza no passado dia 25 do mesmo mês, foi encontrada esta quinta-feira morta, pela equipa de campo do ICNF, numa zona florestal, no âmbito da monitorização dos animais reintroduzidos na região de Mértola", referiu na altura a entidade responsável pela vigilância do animal.

A fêmea Kayakweru, nascida em Silves, e o macho Kempo, proveniente de Doñana (Espanha), foram libertados a 07 de fevereiro no Parque Natural do Guadiana, em Mértola, iniciando o processo de integração da natureza, juntando-se assim aos dois primeiros linces ibéricos já a viver na natureza - Katmandu e Jacarandá.

Kayakweru e Kempo foram colocados naquele parque, num cercado com dois hectares de área e que servia para se adaptarem à vida no habitat natural. 

A colocação dos linces ibéricos naquele cercado permite uma transição da vida nos centros reprodução para a vida na natureza. O período de adaptação será no mínimo de 20 dias, no entanto, "a sua duração final está sempre dependente do comportamento dos animais no cercado", segundo o ICNF.

Para o instituto, a reintrodução dos linces ibéricos na natureza "é mais um passo no compromisso nacional e ibérico para a inversão do risco de extinção desta espécie".
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