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Ministra assegura que o país está em condições de enfrentar fogos florestais

A ministra da Administração Interna, Anabela Rodrigues, assegurou hoje, em Penela, que o país está em condições de enfrentar os incêndios florestais deste ano.

PAULO NOVAIS

"Estamos em condições de enfrentar mais uma época" de fogos florestais, afirmou Anabela Rodrigues, que falava hoje à tarde, aos jornalistas, perto da vila do Espinhal, no concelho de Penela (distrito de Coimbra), onde se deslocou para assistir a um "treino operacional de natureza formativa, envolvendo diversos operacionais, que integram o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios", promovido pela Autoridade Nacional de Proteção Civil.

"Estas ações visaram demonstrar como o dispositivo, para este ano, de combate a incêndios florestais está ser preparado e muito bem preparado", sustentou a ministra.

É necessária esta "mensagem muito clara para todo o país de como estamos preparados para enfrentar esta época de incêndios".

A garantia de que o combate aos fogos se fará "com os meios adequados" é uma mensagem de segurança que, no entanto, não dispensa o apelo no sentido de "as pessoas prevenirem, através da sua própria atuação, evitando comportamentos de risco", advertiu a governante.

Anabela Rodrigues reconhece, contudo, que os recursos disponíveis para combate a fogos florestais "nunca são os ideais", mas pode "afirmar e reafirmar que todos os recursos estão a ser postos no terreno, faseadamente, de modo a que esteja o dispositivo em condições de funcionar na sua plenitude na época máxima de incêndios" ('fase Charlie').

Sobre "alguns problemas" que venham a ser detetados, a ministra disse estar "inteiramente disponível" para, e "se for necessário em conjunto com outros colegas do Governo, colmatar as dificuldades que se forem identificando".

Sobre a regulamentação do sistema geral de operações (despacho 35/51, de 2015), definindo, designadamente, zonas de interdição a jornalistas, Anabela Rodrigues afirmou que o diploma "visa salvaguardar exatamente o direito dos jornalistas de acesso às fontes de informação e a toda a informação em condições de segurança".

"Toda essa legislação" tem "em vista assegurar a informação em condições de segurança", garantiu, sustentando que o despacho não contraria a Constituição da República nem o Estatuto do Jornalista. 

"Por mais musculado que seja o dispositivo de combate [a incêndios florestais], por maior que seja a competência e resiliência dos operacionais e por mais coordenado que seja o planeamento de meios, ele poderá ser sempre insuficiente, se não existir uma mudança na política de ordenamento, na alteração dos comportamentos de risco e no reforço dos sistemas de prevenção estrutural e da vigilância da nossa floresta", sustentou o presidente da Câmara de Penela, o social-democrata Luís Matias.

"Infelizmente, nos últimos anos, temos assistido a uma crescente desconsideração pelo planeamento, ordenamento e gestão florestal subordinados a regras desadequadas", afirmou o autarca, que falava na sessão de apresentação do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais, que antecedeu o treino operacional.

"Uma política de reflorestação que tem expressão num coberto florestal tomado por uma expansão massiva de monoculturas" aumenta "substancialmente o risco e a propagação de incêndios" e dificulta as operações de combate aos incêndios", advertiu Luís Matias.

Lusa
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