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Assembleia Municipal de Lisboa sugere nome de Mariano Gago para Pavilhão do Conhecimento

A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou hoje, por unanimidade, dois votos de pesar pela morte do antigo ministro da Ciência Mariano Gago, um dos quais sugere a atribuição do seu nome ao Pavilhão do Conhecimento Ciência Viva.

No voto de pesar da autoria do deputado municipal do Parque das Nações por Nós (PNPN), José Moreno (também presidente da Junta do Parque das Nações), recorda-se o "cientista e investigador português de referência" e refere-se que a sua memória "ficará para sempre associada ao Parque das Nações através do Pavilhão do Conhecimento e da criação do programa Ciência Viva, em 1996, que promoveu uma real democratização do acesso ao conhecimento científico".

Do voto de pesar faz também parte "a proposta de atribuição do nome de José Mariano Gago ao atual Pavilhão do Conhecimento Ciência Viva, que deverá ser dirigida ao primeiro-ministro e ao ministro da Educação e Ciência".

José Rebelo Mariano Gago, que morreu na sexta-feira, em sua casa, em Lisboa, aos 66 anos, foi ministro da Ciência e da Tecnologia de 1995 a 2002, nos XIII e XIV Governos Constitucionais, liderados por António Guterres, e ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior em novos Governos do Partido Socialista - o XVII e o XVIII Governos Constitucionais, de 2005 a 2011 -, desta vez com José Sócrates como primeiro-ministro.

O outro voto de pesar, da autoria da presidente da mesa, Helena Roseta (independente eleita na lista do PS), recorda o "cientista, democrata e grande português".

No documento recorda-se que Mariano Gago, "um dos responsáveis pela criação da Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, gestora da inovadora rede dos centros Ciência Viva, tinha uma visão para Portugal em que a Ciência devia desempenhar um papel impulsionador".

Neste voto ficou aprovado "recomendar à Câmara Municipal que perpetue a sua memória [de Mariano Gago] na toponímia da cidade".

Hoje, a Assembleia Municipal de Lisboa aprovou outros dois votos de pesar, um pela morte da escritora, investigadora e defensora dos direitos das mulheres Ana Vicente, que morreu no domingo, no Estoril (Cascais), aos 72 anos.

No voto de pesar, da autoria de Helena Roseta, recorda-se a "grande defensora dos direitos das mulheres".

O outro voto de pesar, este da autoria do grupo municipal do Bloco de Esquerda, refere-se ao recente naufrágio no Mediterrâneo.

O grupo municipal lembra que "em menos de uma semana, entre 12 e 18 de abril, perderam a vida mais de mil pessoas que procuravam chegar à Europa" e que "cada dia são resgatadas entre 500 e mil pessoas, entre elas crianças, mulheres e jovens".

Depois da aprovação dos quatro votos de pesar, os deputados fizeram um minuto de silêncio.

As mortes em naufrágios no Mediterrâneo deram ainda origem a uma moção, da autoria de Helena Roseta, que foi também aprovada por unanimidade.

Com este documento, a assembleia deliberou, além de "expressar o seu pesar pelas vítimas" e "apelar a uma crescida e acelerada solidariedade para os sobreviventes e famílias das vítimas", exigir que o Governo português "siga à risca os princípios fundamentais da Constituição" em matéria de relações internacionais.

Lusa
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