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Reduzir abandono escolar para 10% até 2020 é meta difícil de alcançar

O presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE) defendeu hoje que a meta definida por Portugal de reduzir a taxa de abandono escolar para 10% em 2020 "é muito ambiciosa", reconhecendo que "não vai ser fácil" de alcançar.

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© Eric Gaillard / Reuters

"Eu não critico o objetivo, porque é um bom objetivo, mas tenhamos consciência de que não é fácil. Eu seria mais comedido. Mas tudo bem. Mais vale continuar a pensar que é possível e, continuarmos a lutar por isso, do que deixar cair as mãos e os braços e não fazer nada", sustentou David Justino. 

O presidente CNE participou hoje, em Ponte de Lima, num seminário promovido pela Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho intitulado "Abandono escolar e (in) sucesso educativo: balanço e perspetivas 2014-2020".

David Justino sublinhou a redução da taxa de abandono escolar para 17,4%, segundo dados de 2014, mas adiantou que aquele valor "ainda coloca o país no grupo dos mais atrasados do quadro europeu", sustentando que "vai ser cada vez mais difícil" baixar aquele valor.

"Passar de 27% para 17% é uma coisa. Passar de 17% para 10% é outra. Vamos ter cada vez mais dificuldades porque as bolsas de resistência vão sendo cada vez mais fortes. Não vamos pensar que isto são coisas fáceis de fazer, porque não vão ser nada fáceis", explicou o antigo ministro da Educação.

Presidente do CNE desde 2013, David Justino, que foi responsável pela pasta da Educação durante o mandato de Durão Barroso, apontou como "medida central" de combate ao abandono escolar a "construção de uma estratégia nacional assente num compromisso político alargado visando a promoção de uma cultura de sucesso e de promoção da escolaridade de 12 anos".

A prevenção, a identificação de escolas e regiões de maior incidência, a mobilização dos parceiros educativos para a redução do insucesso e abandono escolar foram outras das políticas que defendeu como necessárias para contrariar aquela problemática.

Para evitar "a perda de potencial capital humano" David Justino defendeu ainda a "diferenciação de estratégias de recuperação dos alunos em risco e a afetação prioritária de recursos para as escolas com maior incidência do insucesso escolar".

Lusa

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