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Amigos do Jamor "em choque" com projeto para antiga fábrica em Oeiras

A porta-voz da Liga dos Amigos do Jamor, Margarida Novo, disse que estão "em choque" com o plano de pormenor apresentado pela Câmara de Oeiras para os terrenos da antiga fábrica Lusalite, na Cruz-Quebrada.  O projeto Porto Cruz prevê a construção de uma marina e de áreas de comércio e habitação, que incluirão três torres. O movimento de cidadãos alerta para o possível agravamento do risco de cheias.

Desenho do projeto Porto Cruz

Desenho do projeto Porto Cruz

Câmara de Oeiras

Área de intervenção, como está atualmente

Área de intervenção, como está atualmente

Sapo Mapas/Infoportugal

O projeto foi apresentado na segunda-feira à noite à população. Será demolida fábrica Lusalite, que suscitou várias denúncias pela acumulação de amianto e nesse espaço surgirá uma marina e uma estação ferroviária remodelada, bem como áreas de comércio e habitação. Além disso, irá implicar o desnivelamento da linha férrea e o desnivelamento da Avenida Marginal, permitindo uma ligação pedonal do Jamor até à zona ribeirinha.

Em declarações à agência Lusa, Margarida Novo disse que as pessoas estão "bastante exaltadas" e ficaram "em estado de choque", porque não se tinham apercebido do que estava em causa.

A representante alerta para o "agravamento do risco e perigo de cheias nas zonas baixas da Cruz-Quebrada e Dafundo".

"O projeto Porto Cruz está projetado para ser construído em 'bunker', ou seja, por cima de um 'caixote' de betão, de modo a que as torres fiquem a salvo das cheias. Se este projeto for para a frente, em caso de cheia, a água atingirá as zonas baixas da Cruz-Quebrada e Dafundo mais depressa e em maior volume", disse.

O grupo acusa a Câmara de Oeiras de apoiar um projeto que "põe potencialmente em risco de vida os moradores"

"O facto de a câmara ter aprovado este plano de pormenor não significa que se possa construir nestes termos, muito simplesmente porque é ilegal construir naqueles terrenos, como todos os envolvidos sabem perfeitamente. Se a câmara resolveu patrocinar a ilegalidade proposta pelo promotor imobiliário, há muitos cidadãos que não vão estar pelos ajustes", assegurou Margarida Novo.

O presidente da Câmara de Oeiras, Paulo Vistas, disse à Lusa na segunda-feira que o projeto vai pôr fim a um "tema muito polémico e que sempre causou grande receio às pessoas", que era a suspeita de acumulação de amianto e risco para a saúde pública na antiga fábrica Lusalite.

"Esta é a decisão mais importante. Foi sempre um tema muito polémico e que sempre causou grande receio às pessoas e, finalmente, vai-se requalificar uma zona degradada, abandonada e desprezada", sustentou.

Na ocasião, o autarca sublinhou ainda que o plano de pormenor demorou 10 anos a ser aprovado e que agora, finalmente, reúne todos os pareceres necessários para que seja concretizado.



Com Lusa
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