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Censores cortaram artigo sobre livro de Manuel Alegre em maio de 1965

Censores cortaram artigo sobre livro de Manuel Alegre em maio de 1965

Há 50 anos, em plena época do "lápis azul", Manuel Alegre lançava "Praça da Canção", o livro que, de alguma forma, antecipava a Revolução de Abril. "País de Abril" foi justamente um dos poemas incluídos na primeira edição. A notícia que esta sexta-feira se assinala foi proibida pela censura no "Jornal do Fundão", em maio de 1965.

  • Notícias sobre emigração eram proibidas nos tempos da censura
    1:37

    País

    A emigração esteve na ordem do dia, junto da classe política. Porque Pedro Passos Coelho disse, em tempos, que os portugueses deviam emigrar, porque a oposição criticou duramente as declarações do primeiro-ministro e porque o Governo elaborou recentemente um plano de apoio ao regresso dos emigrantes. Mais de 200 mil portugueses terão saído do país durante a vigência do atual Governo. Hoje fala-se do tema com plena abertura mas, na década de 60 e até ao final da censura, falar de emigração era praticamente tabu na imprensa portuguesa.

  • Jornal do Fundão era dos mais visados pela censura
    7:26

    País

    24 de abril de 1974 foi o último dia da censura em Portugal. O temível lápis azul amputou ideias, opiniões e notícias em toda a imprensa nacional. No Fundão, o jornal local foi um símbolo da resistência possível às ordens do regime. Foi também o único jornal suspenso pelos censores.

  • Incêndio de Setúbal "quase dominado"
    4:04

    País

    O incêndio que deflagrou segunda-feira em Setúbal está "quase dominado", segundo informações da presidente da Câmara. Maria das Dores Meira diz que não há feridos a registar e que os habitantes já vão regressando a casa. Para ajudar no combate ao fogo foram enviados meios de Lisboa.

  • "Lancei um tema que os portugueses há muito queriam discutir"
    11:26
  • Danos Colaterais 
    18:55
    Reportagem Especial

    Reportagem Especial

    Jornal da Noite

    Nos últimos oito anos a banca perdeu 12 mil profissionais. A dimensão de despedimentos no setor é a segunda maior da economia portuguesa, só ultrapassada pela construção civil. A etapa mais complexa da história começou em 2008, com a nacionalização do BPN. Desde então, as saídas têm sido a regra. A reportagem especial desta terça-feira, "Danos Colaterais", dá voz aos despedidos da banca.