País

Jornal do Fundão era dos mais visados pela censura

41 anos/25 abril

Jornal do Fundão era dos mais visados pela censura

24 de abril de 1974 foi o último dia da censura em Portugal. O temível lápis azul amputou ideias, opiniões e notícias em toda a imprensa nacional. No Fundão, o jornal local foi um símbolo da resistência possível às ordens do regime. Foi também o único jornal suspenso pelos censores.

  • Notícias sobre emigração eram proibidas nos tempos da censura
    1:37

    País

    A emigração esteve na ordem do dia, junto da classe política. Porque Pedro Passos Coelho disse, em tempos, que os portugueses deviam emigrar, porque a oposição criticou duramente as declarações do primeiro-ministro e porque o Governo elaborou recentemente um plano de apoio ao regresso dos emigrantes. Mais de 200 mil portugueses terão saído do país durante a vigência do atual Governo. Hoje fala-se do tema com plena abertura mas, na década de 60 e até ao final da censura, falar de emigração era praticamente tabu na imprensa portuguesa.

  • Censores cortaram artigo sobre livro de Manuel Alegre em maio de 1965
    1:48

    País

    Há 50 anos, em plena época do "lápis azul", Manuel Alegre lançava "Praça da Canção", o livro que, de alguma forma, antecipava a Revolução de Abril. "País de Abril" foi justamente um dos poemas incluídos na primeira edição. A notícia que esta sexta-feira se assinala foi proibida pela censura no "Jornal do Fundão", em maio de 1965.

  • "Bebemos a água que escorria das rochas"

    Mundo

    Os 12 rapazes e o treinador que ficaram presos numa gruta na Tailândia durante 18 dias revelaram hoje alguns pormenores de como sobreviveram, na primeira conferência de imprensa.

  • Ora Eça!

    Opinião

    Eça, o meu conterrâneo que se definia como sendo "apenas um pobre homem da Póvoa de Varzim" não haveria de gostar de nada que fosse obrigatório. Durante décadas, Os Maias lá estiveram, quem sabe numa progressista lista pós-revolução, dada a natureza "sexual e incestuosa" da obra. Sai dessa lista agora. Claro que sai. "Ninguém" gostava de "ter de" ler Os Maias.

    Pedro Cruz

  • "Os Maias" deixam de ser leitura obrigatória no secundário

    País

    Obras como "Os Maias" e "A Ilustre Casa de Ramires", de Eça de Queirós, vão deixar de ser de leitura obrigatória no ensino secundário a partir do próximo ano letivo. Os alunos deixam de ter indicação de uma obra específica para ler, passando o professor a escolher livremente uma obra de cada autor. O objetivo é fazer face aos programas extensos.

  • Marcelo assinala "passos importantes" na Cimeira da CPLP
    2:16