sicnot

Perfil

País

Penso com micro-agulhas é alternativa indolor a vacinas

Um investigador da Universidade da Beira Interior desenvolveu um penso com micro-agulhas que procura ser alternativa "indolor" e mais barata a vacinas e a medicamentos administrados por via oral.

Reuters

O penso com micro-agulhas penetra na camada superficial da pele, não provoca dor e não precisa de entrar na corrente sanguínea, não sendo "necessário entregar uma grande dose porque não tem de andar por toda a corrente sanguínea", explicou André Moreira, responsável pelo projeto desenvolvido no Centro de Investigação em Ciências da Saúde e apresentado hoje, em Coimbra.

As vias tradicionais de administração de fármacos têm "desvantagens", seja "o desconforto e dor" das vacinas, seja as grandes doses utilizadas pelos medicamentos por via oral, sendo que há uma interação das moléculas bioativas com tecidos saudáveis.

Com este novo produto, pode-se "facilitar a acessibilidade a medicamentos", não é necessário "ser uma pessoa treinada" para o administrar e pode levar a uma redução de custos, apontou o jovem investigador, salientando que pretende estabelecer contactos com a indústria farmacêutica para produzir o produto.

Este foi um dos produtos apresentados hoje na sede do Conselho Empresarial do Centro, em Coimbra, resultante da segunda edição do INESPO, um projeto de inovação em rede entre as universidades da região Centro e da região de Castela e Leão, em Espanha, que promove a transferência de conhecimento das instituições de ensino superior para as empresas.

Filipa Domingues, da Universidade de Aveiro, apresentou um projeto que procura combater a problemática "do elevado consumo de combustível e facilidade de perda de redes" por parte da indústria pesqueira nacional.

Para isso, a sua equipa está a desenvolver "software" que permite otimizar as rotas através da previsão das correntes marítimas, permitindo desenhar um trajeto que pode rentabilizar tanto o tempo como o combustível, explanou.

Já David Barroso, também da Universidade de Aveiro, apresentou o "Findster", um produto que permite localizar, através de radiofrequência, crianças ou animais, não sendo tão caro como os produtos existentes e sem precisar de um pagamento mensal, tendo conseguido já 100 mil euros de 'crowdfunding' numa plataforma digital "Indiegogo".

Estes são alguns dos 15 protótipos desenvolvidos ao longo da segunda edição do INESPO, que decorreu entre 2013 e 2015, que atribuiu bolsas a alunos e investigadores para desenvolverem produtos aplicáveis ao mercado, disse à agência Lusa o coordenador geral da iniciativa, Mário Raposo.

Entre outras coisas, o INESPO também promoveu um programa de "capacitação empreendedora" a cerca de 150 investigadores e ajudou a desenvolver 40 planos de negócio e seis 'spin-offs', acrescentou.

O projeto é para continuar e pretende-se que, na terceira edição, haja uma aposta em ferramentas para a "internacionalização", avançou.

O INESPO contou com um financiamento de 938 mil euros.



Lusa
  • DIRETO: Portuguesa entre os 14 mortos dos atentados na Catalunha

    Ataque em Barcelona

    Uma das 13 vítimas mortais do atentado de ontem em Barcelona é de Lisboa e há uma outra portuguesa, a sua neta, desaparecida. Esta madrugada em Cambrils, cinco suspeitos foram abatidos e outra pessoa acabou por morrer, num segundo ataque. Há quatro detenções confirmadas. Siga aqui as últimas informações, ao minuto.

    Em atualização

  • Autoridades acreditam que suspeito do ataque nas Ramblas pertence a célula terrorista
    1:36
  • O momento em que os suspeitos foram abatidos em Cambrils
    2:35
  • Nível de ameaça terrorista em Portugal continua moderado
    1:31

    Ataque em Barcelona

    O primeiro-ministro garantiu hoje que, para já, o nível de ameaça terrorista em Portugal não vai ser alterado (o nível está no 4 em 5). Já o Presidente da República disse que não há tolerância possível e garante que há medidas preparadas caso o mesmo cenário venha a acontecer em Portugal.

  • Vento e calor provocam reacendimentos em Mação
    1:55