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Atividade sísmica no Faial registou hoje mais de 50 eventos

O Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) e a proteção civil açoriana informaram que a atividade sísmica no Faial registou hoje "uma maior persistência", com "mais de meia centena de eventos" durante o dia.

"Desde as 14:00 horas de hoje tem-se vindo a verificar uma maior persistência da atividade sísmica nesta região, traduzida por um ligeiro incremento no número de eventos registados por hora", adianta um comunicado divulgado hoje à noite pela Proteção Civil dos Açores, acrescentando que "o número de eventos registados até às 19:00 horas, é de cerca de 55".

Desde 19 de abril, início desta atividade, já foram registados "cerca de 245 eventos", numa "zona a oeste-noroeste da ilha do Faial, três deles sentidos pela população", segundo aquelas duas entidades.

De acordo com o CIVISA, "a sismicidade tem vindo a ser registada numa região epicentral situada entre 37 e 46 quilómetros a oeste/noroeste da ilha do Faial e esta atividade foi desencadeada na sequência da ocorrência dos sismos registados no dia 19, às 22:02 horas, com magnitude 4,3 e no dia 24, às 22:14 horas, com magnitudes 4,7". 

Estes sismos "foram sentidos na ilha do Faial com intensidade máxima IV na Escala de Mercalli Modificada e também foram sentidos nas ilhas do Pico e de S. Jorge. Desde essa altura foram sentidos outros três sismos nos dias 29 e 30 de abril e hoje, tendo o de maior magnitude ocorrido a 30 de abril, às 06:30 horas, com magnitude 4,3. Este sismo foi sentido na ilha do Faial com intensidade máxima IV e no Pico", explicam.

"Tratando-se de uma região onde é habitual verificar-se alguma sismicidade, a atividade registada enquadrou-se no padrão associado à sequência sismo principal/réplicas revelando o gradual decaimento em frequência e magnitude", explica ainda CIVISA e a proteção civil açoriana.

 No entanto, indicam ainda que "não foi registado qualquer evento nesta região epicentral no dia 28 de abril".

De acordo com o CIVISA, a região em causa "enquadra-se numa faixa de maior atividade sísmica situada entre 15 e 50 quilómetros a oeste da ilha do Faial" que "já foi palco de significativa atividade sísmica no passado", nomeadamente a "crise sísmica de 1992-1993" e "a atividade ocorrida em março e maio de 2010".

O CIVISA "continua a acompanhar o evoluir da situação", enquanto a proteção civil açoriana recomenda "a observação e divulgação das principais medidas de autoproteção" para estas situações.

Teresa Ferreira, do CIVISA, disse à Lusa na quinta-feira que este tipo de atividade sísmica não é aquela que é mais frequente nos Açores e que se carateriza por uma atividade persistente de baixa magnitude, havendo, ocasionalmente, um sismo maior.

Ainda assim, a responsável pelo CIVISA explicou que é algo que "vai ocorrendo", sendo uma forma de, "por setores", se ir libertando energia.

Lusa
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