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Portugueses preocupam-se mais com ambiente e poluição do ar passou a primeiro lugar

Os portugueses estão mais preocupados com as questões ambientais, principalmente com a poluição do ar, que ultrapassou as questões da água nos últimos anos e passou a ocupar o primeiro lugar, revelou hoje a investigadora especialista em ambiente Luísa Schmidt.

reuters

No último Eurobarómetro, que analisa as atitudes dos cidadãos europeus perante o ambiente, com dados recolhidos em maio de 2014, regista-se "uma percentagem elevadíssima, de 97%, a considerar que o ambiente é importante e muito importante, o que se aproxima dos números da União Europeia", disse à agência Lusa a investigadora do Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa.

Na comparação com os dados de 2011, em Portugal "ainda aumentou mais a atribuição desta importância" ao ambiente, acrescentou.

A especialista em temas ambientais falava a propósito da conferência "Consumo Sustentável - Uma atitude Verde", organizada pelo Green Project Awards (GPA) e que se realiza na terça-feiram em Lisboa.

Os cidadãos estão cada vez mais interessados nos assuntos do ambiente, que relacionam com a noção de qualidade de vida e com as condições dos espaços próximos do local onde vivem, "ao contrário do que muitas vezes os políticos e os media refletem, porque em termos políticos, o tema não está fortemente implantado na agenda".

Esta situação "liga-se sobretudo à ideia de que a gestão ambiental é muito importante porque tem consequências diretas na vida quotidiana das pessoas", explicou a investigadora, avançando que os dois temas realçados pelos portugueses: a poluição do ar e a poluição da água.

A poluição do ar "aumentou comparativamente aos últimos anos", sendo a maior preocupação para 66% dos portugueses, acima da média europeia, e a questão "clássica" da poluição das águas, rios, lagos, águas subterrâneas e mares passou para segundo lugar.

"É um facto que as pessoas estão preocupadas com a poluição do ar e com a falta de informação sobre o assunto", defendeu Luísa Schmidt.

A investigadora transmitiu a ideia de que as pessoas, à medida que se afastam de uma vida mais ligada ao consumo, devido aos problemas económicos, começam a dar mais importância àquilo que são os seus espaços públicos de usufruto gratuito, como jardins ou zonas ribeirinhas.

Também aumentou entre os portugueses a preocupação com o esgotamento dos recursos naturais, mas há uma diferença geracional e os mais jovens preocupam-se mais com a questão da conservação da natureza e têm maior exigência cívica em termos ambientais.

A biodiversidade não entra muito no vocabulário dos mais velhos, mas está entre as maiores preocupações dos mais novos, o mesmo acontecendo com as alterações climáticas e com algumas práticas relacionadas com os resíduos e com as energias renováveis.

Verifica-se também uma "maior dinâmica de convergência com os padrões europeus entre as gerações mais novas, com mais literacia ambiental, mais conhecimento, mais perceção, mais práticas", tal como a existência de "esperança" na economia verde, referiu Luísa Schmidt.

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