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Vila de Mortágua parou para funerais dos cinco peregrinos

A vila de Mortágua parou hoje à tarde para prestar homenagem aos cinco peregrinos que morreram na madrugada de sábado, em Cernache, após o despiste de um carro.

Lusa

Milhares de pessoas deslocaram-se ao quartel dos Bombeiros Voluntários de Mortágua, onde às 15:00 se realizaram os funerais de quatro dos peregrinos, em simultâneo. Pouco antes, tinha sido o funeral da outra vítima, uma mulher que ficou sepultada no cemitério de Vale de Remígio.

O quartel foi pequeno para acolher todos os que quiserem participar nas cerimónias, tendo as ruas envolventes ficado cheias de pessoas, entre as quais elementos dos escuteiros e de grupos de peregrinos.

O comércio esteve praticamente fechado e os alunos da escola básica 2/3 e da secundária, acompanhados dos professores, compareceram com balões brancos nas mãos.

"Adeus Flávio e Diogo", "Até já amigos, nunca serão esquecidos", eram algumas das mensagens que podiam ler-se escritas nos próprios balões ou em cartões neles pendurados, dirigidas aos dois jovens peregrinos que faleceram.

Os balões foram largados cerca das 15:45, quando decorria ainda a missa, que prosseguiu depois com um cântico que referia: "Eu sou a ressurreição e a vida, quem acredita em mim viverá eternamente".

Antes, durante a homilia, o vigário-geral da Diocese de Coimbra, Pedro Miranda, tinha dito que os cristãos devem até rezar por aqueles que lhes fazem mal.

"Se assim é, então como não incluir na oração comum o jovem que provocou este desastre e que tanto sofrimento ocasiona", questionou.

O acidente ocorreu às 04:00 de sábado, depois de o automóvel se ter despistado à saída de uma curva e invadido a faixa contrária onde seguiam, a pé, cerca de 80 pessoas provenientes de Mortágua com destino a Fátima.

O vigário-geral disse que ia rezar e pedir a todos que rezassem também para que o condutor do automóvel tenha um "arrependimento sincero".

"Rezo também para que aquilo que a justiça humana venha a determinar possa ser para ele uma oportunidade de verdadeira redenção, reabilitação e cura", acrescentou.

No final da cerimónia, o presidente da Câmara de Mortágua, José Júlio Norte, pediu solidariedade para com as famílias das vítimas e fez votos para que todos sejam capazes de retomar as suas vidas.

O autarca desejou também "o rápido restabelecimento" dos feridos que ainda se encontram internados nos Hospitais da Universidade de Coimbra.

O primeiro corpo a deixar o quartel foi o de um dos jovens, às 16:30, com destino ao cemitério do Sobral, no mesmo concelho.

Os restantes ficaram a aguardar o regresso dos escuteiros, tendo depois sido levados para o cemitério municipal de Mortágua aproximadamente uma hora depois.



Lusa
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