sicnot

Perfil

País

Professores do ensino artístico em protesto frente ao Ministério da Educação

Uma delegação de professores e de dirigentes sindicais vai concentrar-se hoje em frente do Ministério da Educação e ali permanecer até ser agendada uma reunião para debater o financiamento do ensino artístico especializado.

(arquivo)

(arquivo)

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

A concentração junta docentes e dirigentes da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), estrutura que garante, em comunicado, que os professores vão permanecer em frente do Ministério da Educação (MEC) até serem recebidos ou até ser marcada uma reunião "para data muito próxima".

"É que a FENPROF e os professores não querem reunir-se com o MEC para serem informados das decisões já tomadas, querem reunir-se antes disso acontecer para poderem tomar parte, também, da tomada de decisão", diz-se no comunicado.

A concentração de hoje, como outra recente em frente da sede da Comissão Europeia em Lisboa, deve-se à contestação sobre o modelo de financiamento das escolas de ensino artístico especializado.

O dinheiro vem de fundos europeus mas os professores, diz a Fenprof, exigem um modelo "que obrigue o Estado Português, através de verbas inscritas em Orçamento do Estado, a garantir o financiamento das escolas e o pagamento atempado dos salários dos seus trabalhadores".

Quinta-feira da semana passada mais de uma centena de professores e diretores de escolas artísticas concentrou-se diante da sede da Comissão Europeia para exigir o pagamento atempado das verbas devidas a estes estabelecimentos de ensino.

  Porque através do atual modelo há atraso no pagamento das verbas para a maioria das escolas, como por exemplo, os Conservatórios de Música e de Dança do centro e norte do país. E sem elas não se podem pagar salários. 

  Neste momento, "25 por cento das escolas ainda não receberam todas as verbas relativas a 2014 e 76 por cento das escolas ainda não receberam os valores relativos a janeiro e fevereiro deste ano", disse na semana passada à agência Lusa Pedro Rovira, da direção executiva dos Conservatórios de Coimbra, Figueira da Foz e Pombal.



Lusa
  • Défice recua quase 400 milhões de euros em janeiro

    Economia

    O buraco das contas públicas atingiu os 625 milhões de euros no primeiro mês de 2017, segundo os dados da execução orçamental. É uma redução de 397 milhões, quando comparado com o mesmo mês do ano passado.

    Em desenvolvimento

  • "Fiz coisas de que me envergonho"
    2:31
  • Portugal é o segundo país da Europa com mais emigrantes
    1:39

    País

    São 2,3 milhões os portugueses que vivem no estrangeiro, ou seja, 22% da população. O último relatório do Observatório da Emigração relativo a 2015 mostra que se manteve o mesmo número de saídas de Portugal para o estrangeiro registadas no pico atingido em 2013: acima das 110 mil por ano. O Reino Unido é o principal país de destino.

  • Descoberta produção de canábis em abrigo nuclear 

    Mundo

    A polícia britânica descobriu, no sul de Inglaterra, um antigo abrigo nuclear subterrâneo adaptado à produção de canábis em grande escala. A operação levou à detenção de cinco homens e um adolescente de 15 anos. Foram também apreendidas milhares de plantas de canábis.

  • Carnaval na Almirante Reis
    2:39

    País

    Lisboa também celebra o Carnaval e esta manhã mais de três mil crianças participaram num desfile pela Avenida Almirante Reis, alunas de escolas públicas e privadas de 24 nacionalidades. Na freguesia de Arroios vivem estrangeiros de 79 nacionalidades.