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Trabalhadores do Metro de Lisboa marcam nova greve de 24 horas para 26 de maio

Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa marcaram uma nova greve de 24 horas para o dia 26 de maio, disse esta segunda-feira à Lusa fonte da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans).

(Arquivo)

(Arquivo)

Francisco Seco / AP

De acordo com Anabela Carvalheira, da Fectrans, além da greve de 24 horas marcada para 19 de maio, os trabalhadores do Metro de Lisboa irão paralisar também no dia 26, em protesto contra a subconcessão da empresa.

Esta semana, na quinta-feira, há também uma greve de 24 horas marcada, esta pelos trabalhadores da rodoviária lisboeta Carris.

A Carris e o Metro têm uma administração comum desde o início do ano, que partilham ainda com a Transtejo/Soflusa, mas esta última empresa ficou fora desta proposta de concessão.

Entretanto, a Fectrans marcou para dia 21 de maio uma "Marcha contra as privatizações: Público é de todos - Privado é só de alguns", que, de acordo com informação disponibilizada no site, se iniciará pelas 10:30 no Largo Camões, em Lisboa, seguindo depois até à Assembleia da República.

Esta marcha realiza-se "contra a liquidação/privatização da TAP, da EMER [Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário] e da CP-Carga, contra a subconcessão/privatização do Metropolitano de Lisboa, Carris, Transtejo, Soflusa, STCP [Sociedade de Transportes Coletivos do Porto] e Metro do Porto, contra a entrega a privados dos serviços lucrativos da CP e contra a destruição da Refer [gestora da estrutura ferroviária] na fusão com as Estradas de Portugal".

A iniciativa pretende ainda contestar aquilo que os sindicatos consideram ser um "roubo dos direitos dos reformados" e defender "a reposição da contratação coletiva nas empresas do setor, um serviço público ao serviço dos cidadãos e o transporte público" para trabalhadores e utentes.

O Governo aprovou a 26 de fevereiro a subconcessão do Metro e da Carris e, em março, foi publicado em Diário da República o anúncio do concurso público internacional. Os candidatos à subconcessão teriam até 14 de maio para apresentar as propostas.

O concurso público para a subconcessão da STCP foi lançado em agosto de 2014, tendo sido ganho pelo consórcio espanhol TMB - Transports Metropolitans de Barcelona/Moventis, o único que se apresentou a concurso, sendo que deverá começar a operar a partir do final de junho o Metro do Porto.

Lusa
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    António José Teixeira

    Uma das minhas embirrações dos últimos anos é a greve continuada e repetida dos trabalhadores do Metro de Lisboa. Tornada uma inevitabilidade, talvez fosse melhor prever, logo no início do ano, quais os dias em que o Metro se ausenta. Desde 2011 parou mais de 40 vezes. Só em 2013 foram 12. Este ano, já vamos em quatro. A de amanhã foi adiada para o dia 17. Não se pense que sou contra o direito à greve. Além de um direito constitucional, é uma conquista de civilização. Um direito social e um direito político. Pode discutir-se se a greve do Metro é mais laboral ou mais frente de combate político à privatização da empresa. Pode, mas nem por isso se deslegitimará o direito à greve. 

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