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Autocarros da Carris vão parar durante 24 horas

Os trabalhadores da Carris estão hoje em greve, uma paralisação de 24 horas. Estão previstos serviços mínimos que obrigam à circulação de metade das 11 carreiras essenciais, sobretudo, ao acesso à rede hospitalar pública. 

No comunicado, a empresa "lamenta os inconvenientes que a situação possa causar". (Arquivo)

No comunicado, a empresa "lamenta os inconvenientes que a situação possa causar". (Arquivo)

© Jose Manuel Ribeiro / Reuters

A greve de 24 horas dos trabalhadores da rodoviária de Lisboa Carris contra a subconcessão da transportadora deve perturbar hoje o serviço a partir das 03:00, apesar de os serviços mínimos obrigarem à circulação de 50% de 11 carreiras.

Fonte da empresa disse que, devido à greve "prevê-se a perturbação do serviço de transporte da Carris, quinta-feira, dia 14 de maio, a partir das 03:00 (ainda que possam ocorrer perturbações pontuais no final do dia 13 de maio, hoje), prolongando-se a mesma até ao final do último serviço do dia".

O tribunal arbitral do Conselho Económico e Social decretou como serviços mínimos para esta greve o funcionamento de 50% de 11 carreiras, tendo em conta linhas que desempenham "um papel essencial no acesso das pessoas à rede hospitalar pública e, consequentemente, a necessidade de proteção do direito à saúde, constitucionalmente consagrado".

Em funcionamento estarão as carreiras 703 (Charneca do Lumiar - bairro de Santa Cruz), a 708 (Parque das Nações -- Martim Moniz), a 735 (Cais do Sodré -- Hospital de Santa Maria), a 736 (Cais do Sodré -- Odivelas) e a 738 (Quinta Barros -- Alto de Sto. Amaro).

Também é considerado como serviço mínimo o funcionamento de 50% das carreiras 742 (Casalinho da Ajuda -- Bairro da Madre de Deus), 751 (Linda-a-Velha - Estação de Campolide), 755 (Poço do Bispo -- Sete Rios), 758 (Cais do Sodré -- Portas de Benfica), 760 (Cemitério da Ajuda -- Gomes Freire) e 767 (Mártires da Pátria -- Estação da Damaia).

Em total funcionamento estará o serviço de transporte exclusivo de pessoas com mobilidade reduzida.

De acordo com Manuel Leal, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS), a greve pretende lutar "contra o processo de privatização da Carris, que constituirá a tentativa da constituição de mais uma parceria público-privada, penalizando quer trabalhadores quer utentes, destruindo o serviço público que esta empresa presta hoje à população".

Além da greve, os trabalhadores realizam uma marcha de protesto, a partir das 07:30, entre a Estação de Santo Amaro, em Alcântara, e a Assembleia da República.

A Comissão de Trabalhadores (CT) da Carris e algumas das estruturas sindicais marcaram também um debate no cinema São Jorge, às 10:00, para analisar o caderno de encargos e o impacto da subconcessão para a empresa e os trabalhadores, com a participação de investigadores.

A greve foi inicialmente marcada por ser na quinta-feira o prazo previsto para o fim dos concursos públicos de subconcessão da Carris e do Metro, mas os concursos foram prolongados para data indeterminada devido ao número de questões colocadas pelos interessados, disse fonte da Transportes de Lisboa.

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