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Marco António Costa disponível para esclarecimentos no inquérito do DIAP de que é alvo

O vice-presidente do PSD Marco António Costa transmitiu hoje a sua "imediata disponibilidade" para esclarecimentos na investigação de que é alvo pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto, na sequência de uma participação.

(Lusa)

(Lusa)

Pedro Nunes

"Manifestei já à Procuradoria-Geral da República, no passado dia 11 de maio", mesmo antes de ser conhecida a existência de qualquer inquérito, "a imediata disponibilidade para prestar declarações no âmbito de qualquer processo em que seja visado", refere o porta-voz do PSD, numa nota de esclarecimento enviada à imprensa.

O político pede que seja analisado "com todo o rigor jurídico o texto em que se baseia a suposta 'denúncia', uma vez que em momento algum há qualquer acusação concreta de corrupção ou de tráfico de influências" ou de "qualquer crime", mas "apenas lamentáveis insinuações maldosas".

No sábado, fonte da Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou à agência Lusa que Marco António Costa está a ser investigado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto, na sequência de uma participação.

"Confirma-se a receção de participação, que deu origem a um inquérito, que corre termos no DIAP do Porto", disse a fonte da PGR.

O caso foi avançado no sábado pela RTP, de acordo com a qual Marco António Costa está a ser investigado na sequência da denúncia de alegados crimes de tráfico de influências durante os mandatos na Câmara de Gaia.

"Aceito, como princípio, que quem participa ativamente na vida pública está sujeito, e deve sujeitar-se, ao maior escrutínio mesmo quando estejam em causa insinuações infundadas", salienta o vice-presidente do PSD, na nota. 

"Não tenciono fazer qualquer comentário de natureza política, reservando para o meu advogado a resposta judicial à 'denúncia' apresentada", acrescenta Marco António Costa, dizendo que o seu foco político "é trabalhar para uma vitória da coligação servindo o PSD com a determinação de sempre".

No sábado, a RTP referia que "a acusação partiu de Paulo Vieira da Silva, antigo dirigente do PSD-Porto, que enviou uma carta à Procuradoria a descrever uma rede de influências de Marco António Costa na autarquia e empresas municipais onde terá beneficiado amigos e pessoas da estrutura partidária".






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