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Ministra da Administração Interna não comenta descontentamento nas forças de segurança

A ministra da Administração Interna disse hoje que Portugal "conta com as suas forças de segurança", escusando-se a comentar uma eventual manifestação de polícias e militares contra o adiamento na aprovação das leis orgânicas da PSP e da GNR.

Lusa

"As forças de segurança sabem que vai ter início quanto à GNR o processo negocial referente aos estatutos e quanto à PSP estamos em fase negocial dos estatutos", limitou-se a dizer aos jornalistas a ministra Anabela Rodrigues, em Quarteira, no concelho de Loulé, onde esta tarde presidiu à assinatura do protocolo para a instalação do Centro Distrital de Operações de Socorro de Faro.

Questionada sobre a possibilidade de ações conjuntas de protesto da Polícia de Segurança Pública (PSP) e da Guarda Nacional Republicana (GNR), a governante disse: "Portugal conta com as suas forças de segurança".

A Associação Nacional dos Sargentos da Guarda (ANSG), em comunicado emitido na passada sexta-feira, alegou que "existem fortes razões para a realização de manifestações" daqueles profissionais, por forma a dar "eco à revolta surda do país".

Segundo a ANSG, o Ministério da Administração Interna e a ministra Anabela Rodrigues têm-se "distanciando das forças e serviços de segurança, nomeadamente dos militares da GNR, pela recusa em definir e respeitar a sua condição de militar da guarda".

A Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP) e o Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia admitiram também pensar em formas de luta caso a ministra não anuncie nos próximos dias uma data para a negociação do estatuto da PSP.

A ministra da Administração Interna Anabela Rodrigues deslocou-se à cidade de Quarteira para presidir à assinatura do protocolo para a construção do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) do Algarve e a Base de Apoio Logístico de Loulé (BAL), assinados entre o município de Loulé e a Autoridade Nacional de Proteção Civil. 

O CDOS/Algarve ficará localizado junto ao heliporto, na cidade de Loulé, enquanto a BAL, uma das cinco a nível nacional, será edificada em Quarteira, estando as duas obras orçadas em 1,2 milhões de euros.

Ambas as construções serão cofinanciadas por fundos comunitários, no âmbito do domínio "Eixo II - Promover a adaptação às alterações climáticas e a prevenção e gestão de riscos" do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR).





Lusa
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