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Rui Machete aponta terrorismo como aspeto negativo da globalização

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, apontou esta quarta-feira o terrorismo como um dos aspetos negativos do fenómeno da globalização e alertou para a necessidade de adaptar soluções globais a locais concretos.

Rui Machete considerou que o conceito de globalização "não é rigorosamente preciso nos seus limites" e defendeu que "é mais descritivo do que propriamente um valor ou muito positivo ou muito negativo". (Arquivo)

Rui Machete considerou que o conceito de globalização "não é rigorosamente preciso nos seus limites" e defendeu que "é mais descritivo do que propriamente um valor ou muito positivo ou muito negativo". (Arquivo)

Evan Vucci / AP

O chefe da diplomacia portuguesa, que falava num almoço com embaixadores no âmbito das Conferências do Estoril, sublinhou que "o terrorismo hoje concretizado no extremismo islâmico é uma evidência clara dos aspetos negativos do fenómeno da globalização". 

"O extremismo islâmico, o 'jihadismo', é um fenómeno que evidencia claramente como os problemas que se tornam mais alargados vão influenciando um maior número de países. Os Estados vão diminuindo a capacidade de as suas fronteiras serem barreiras para esses movimentos e obrigam a respostas cada vez mais alargadas, cada vez mais internacionalizadas, cada vez mais globais", sustentou. 

No entanto, o ministro apontou também aspetos positivos da globalização, no que respeita à investigação, à cooperação de instituições científicas para dar respostas a "problemas que afligem a humanidade", dando como exemplo a luta contra o cancro.

Rui Machete considerou que o conceito de globalização "não é rigorosamente preciso nos seus limites" e defendeu que "é mais descritivo do que propriamente um valor ou muito positivo ou muito negativo".

O ministro referiu ainda que o fenómeno da globalização é também "acompanhado pela necessidade de encontrar respostas que sejam circunscritas a lugares específicos". 

"É preciso encontrar soluções que não são apenas globais, mas têm de se adaptar a circunstâncias concretas. O fenómeno da globalização hoje já não pode ser visto apenas como um fenómeno positivo, mas como uma descrição que acentua certos aspetos das relações complexas que se estabelecem, mas sem esquecer que existem aspetos que têm de ser vistos da perspetiva local dos agentes, dos atores, que procuram a modificação", concluiu.

As Conferências do Estoril, que decorrem no Centro de Congressos do Estoril até dia 22 de maio, têm como objetivo debater problemas globais.

Esta edição tem como temas principais a educação, o papel da Europa no mundo, a crise financeira, as novas formas de poder e democracia e o diálogo entre religiões.

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