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Partidos debatem com Rede Anti-Pobreza propostas para combater exclusão social

Os principais partidos políticos discutem na segunda-feira, na Assembleia da República, formas de combater a pobreza e a exclusão social, a pedido da Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN), com o objetivo de criar uma estratégia nacional.  

RAFAEL MARCHANTE

Para a EAPN, as próximas eleições legislativas constituem "um marco muito importante para o futuro nacional", podendo "marcar a diferença através do estabelecimento de um compromisso nacional para (re)construir uma coesão social onde os direitos dos cidadãos são protegidos e onde a luta contra a pobreza e a exclusão social se assume como uma prioridade na agenda política".

Para isso, a EAPN desafiou os partidos a participarem num encontro, com o tema "Compromisso para a definição de uma Estratégia nacional de Erradicação da Pobreza", em que será debatido o programa eleitoral dos vários partidos no domínio da pobreza e da exclusão.

"O objetivo principal [do encontro] é chegar a um consenso de construirmos em conjunto um programa nacional de combate à pobreza, partilhado por políticos, por partidos, entidades e pelas instituições que trabalham no terreno nesta área", disse à agência Lusa o presidente da EAPN Portugal, padre Jardim Moreira

Segundo Jardim Moreira, o programa visa "dar apoio e resposta" aos dois milhões de portugueses que vivem em situação de pobreza e exclusão social.

"Portugal enfrenta enormes desafios" devido ao "agravamento do desemprego e das situações de pobreza e exclusão social em Portugal" decorrentes das "políticas macroeconómicas baseadas na austeridade", refere a EAPN.

"Até esta última crise a resposta foi dada com políticas sociais mais ou menos pontuais e assistencialistas e ultimamente passou-se para um sistema de resposta pela rede social", disse Jardim Moreira.   

No entanto, "a pobreza tem causas estruturais que não são resolúveis com medidas pontuais de assistência e de emergência".

"É necessário intervir na estrutura", a nível da economia, da política, da saúde, educação para "podermos encontrar respostas para todas as pessoas", defendeu.

Jardim Moreira recordou os dados divulgados recentemente pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre o impacto das políticas da crise em Portugal, segundo os quais toda a sociedade portuguesa empobreceu. 

"Os mais ricos contribuíram com cinco por cento para este empobrecimento e os mais pobres com 25%", sublinhou Jardim Moreira, comentando que até "o próprio INE diz que o impacto destas políticas foi bastante duro e negativo na vida dos mais pobres". 

   Em 2014, uma em cada quatro pessoas residentes em Portugal vivia em risco de pobreza ou exclusão social, segundo números preliminares do Instituto Nacional de Estatística (INE), que revelam uma deterioração das condições de vida desde 2011.

Entre 2010 e 2014, ficaram em risco de pobreza ou exclusão social mais de 200 mil pessoas, uma vez que este indicador passou dos 24,4% da população residente em 2011 para 27,5% em 2013, estimando o INE que esta proporção se tenha mantido no ano passado.


Lusa
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