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Portugueses sabem que nas contas públicas "não há milagres", diz António Costa

Portugueses sabem que nas contas públicas "não há milagres", diz António Costa

António Costa promete rigor nas propostas do programa de governo do PS. Para o líder socialista, o aumento da dívida pública é mais um sinal de que a estratégia do Governo falhou. Declarações esta quinta-feira à noite, em Soure.

  • Cinco observações e um palpite

    António José Teixeira

    De repente, o PS acelerou o tempo político. Quando parecia que António Costa não tinha nada para dizer e que só diria ao que vinha mais perto das eleições, eis que nos coloca em cima da mesa propostas e mais propostas. Primeiro foram os economistas destacados para traçar a política económica, agora está aí o primeiro esboço de programa eleitoral a mais de quatro meses das eleições. Não é habitual, mas pode ser útil. O costume era só haver programa mais tarde e não ser dada grande importância ao programa. A esta distância corre-se o (bom)risco de darmos importância aos programas. A personalização das campanhas nos líderes e o desrespeito pelo que se promete colocaram na sombra as propostas. Prometer hoje o que quer que seja gera compreensíveis reticências, sobretudo quando o que se propõe nos parece favorável. É o risco que também corre o PS de António Costa. A diferença pode ser o tempo disponível para passar a pente fino as suas maiores ousadias. As 134 páginas do que agora se anuncia merecem atenção detalhada, avaliação da sua coerência, ou da sua compatibilidade interna, e sobretudo do seu impacto. Duvidaremos sempre da medida certa das palavras. Se são poucas porque são poucas, se são muitas, como é o caso, porque são muitas. Poucas ou muitas, o programa socialista justifica desde já algumas observações.

  • Redução da TSU e contrato único de trabalho questionados por dirigentes do PS
    2:26

    País

    A redução da TSU e a introdução de um contrato único de trabalho voltaram a ser postas em causa pelos dirigentes do Partido Socialista durante a reunião da Comissão Política Nacional do PS, em Lisboa. António Costa ouviu as críticas e admitiu durante a reunião que é necessária uma discussão mais focada sobre matérias mais controversas do projeto de programa eleitoral para as próximas eleições legislativas.

  • Costa defende que programa do PS não é de facilitismo
    2:20

    Economia

    António Costa diz que o programa de governo do PS não é um programa do facilitismo e que cumprirá todos os compromissos a que Portugal está sujeito na Europa. A versão definitiva do programa será só apresentada em junho, mas o documento admite uma descida da TSU das empresas, apenas quando estiverem garantidas as fontes de financiamento, e é omisso em relação à descida da Taxa Social Única para os trabalhadores.

  • Um retrato devastador do "pior dia do ano"
    2:47
  • Um olhar sobre a tragédia através das redes sociais
    3:22
  • "Estão a gozar com os portugueses, esta abordagem tem de mudar"
    6:45

    Opinião

    José Gomes Ferreira acusa as autoridades e o poder político de continuarem a abordar o problema da origem dos fogos de uma forma que considera errada. Em entrevista, no Primeiro Jornal, o diretor adjunto da SIC, considera que a causa dos fogos "é alguém querer que a floresta arda". José Gomes Ferreira sublinha que não se aprendeu com os erros e que "estão a gozar com os portugueses".

    José Gomes Ferreira

  • "Os portugueses dispensam um chefe de Governo que lhes diz que isto vai acontecer outra vez"
    6:32

    Opinião

    Perante o cenário provocado pelos incêndios, os portugueses querem um chefe de Governo que lhes diga como é que uma tragédia não volta a repetir-se e não, como disse António Costa, que não tem uma fórmula mágica para resolver o problemas dos fogos florestais. A afirmação é de Bernardo Ferrão, da SIC, que questiona ainda a autoridade da ministra da Administração Interna para ir a um centro de operações, uma vez que é contestada por toda a gente.

  • Portugal precisa de "resultados em contra-relógio, após décadas de desordenamento florestal"
    1:18
  • Jornalista que denunciou corrupção do Governo de Malta morre em explosão

    Mundo

    A jornalista Daphne Caruana Galizia, que acusou o Governo de Malta de corrupção, morreu esta segunda-feira, numa explosão de carro. O ataque acontece duas semanas depois de a jornalista maltesa recorrer à polícia, para dizer que estava a receber ameaças de morte. A morte acontece quatro meses após a vitória do Partido Trabalhista de Joseph Muscat, nas eleições antecipadas pelo primeiro-ministro, após as alegações da jornalista, que o ligavam a si e à sua mulher ao escândalo dos Panama Papers. O casal negou as acusações de que teriam usado uma offshore para esconder pagamentos do Governo do Azerbaijão.