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Santa Maria admite processar autores do estudo da Fundação Manuel dos Santos

O presidente do Hospital Santa Maria, em Lisboa, admitiu hoje processar os autores do estudo encomendado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, cuja a análise apresenta esta unidade de saúde como estando minada pela corrupção.

Hospital de Santa Maria, em Lisboa. (Arquivo)

Hospital de Santa Maria, em Lisboa. (Arquivo)

"O que está em causa é toda uma instituição que é património de SNS e dos portugueses. Uma instituição como o [Hospital] Santa Maria não pode ser tratada desta forma, nem se pode reescrever a história", disse Carlos Martins, em entrevista à agência Lusa.


Segundo o administrador, o hospital vai enviar o estudo para "as entidades que têm competência inspetiva e de auditoria externas" e para o escritório de advogados da instituição para que verifiquem de que forma é que podem "valer o bom nome da instituição".


Questionado sobre a intenção de processar a Fundação Francisco Manuel dos Santos, Carlos Martins foi perentório: "Não descarto nenhuma hipótese, nenhuma em absoluto".


Segundo o estudo "Valores, qualidade institucional e desenvolvimento em Portugal", encomendado pela fundação, o Hospital de Santa Maria está minado por uma teia de interesses e lealdades a partidos políticos, à maçonaria e organizações católicas.


"A Maçonaria, a Opus Dei e a ligação a partidos políticos ainda são três realidades externas que intersetam a esfera do Hospital de Santa Maria", refere o estudo.


Carlos Martins, que desde 2013 dirige o conselho de administração do Centro Hospitalar de Lisboa Norte (CHLN), de que fazem parte o Santa Maria e o Pulido Valente, recebeu as notícias sobre o estudo com "surpresa e indignação".


"Surpresa porque, de acordo com o compromisso assumido pela equipa de investigadoras com esta instituição, o estudo tinha um âmbito académico, um grau elevado de confidencialidade, seguia as boas práticas científicas e seria do conhecimento do conselho de administração o seu relatório preliminar", disse à Lusa.


A indignação do administrador deveu-se ao facto de, em termos de rigor científico e em relação ao compromisso entre a equipa de investigadores e a instituição, "nada disso foi cumprido".


"Mais lamentável é que se coloque em causa, perante um país, uma instituição com 60 anos de serviço público", afirmou.


Para Carlos Martins, este estudo "lança sobre toda a instituição uma imagem de más práticas de gestão, de interesses organizados, de captura, de orfandade, de abandono pelos acionistas da instituição", o que "é de uma irresponsabilidade tremenda".


"Quem diz que a instituição está órfã e está capturada tem de provar", sublinhou. 


O administrador reconhece que se vive hoje "um momento politicamente mais quente que o normal: estamos em ano de eleições legislativas". 


"Sei que, internamente, também é um momento com uma temperatura mais elevada, já que há eleições para a faculdade [de Medicina] -- também visada no estudo -- e o conselho de administração termina o seu mandato no final do ano".


"Não acredito que há bruxas, mas começam a existir circunstâncias demasiado estranhas", desabafou.


O estudo envolveu vários investigadores e foi coordenado pela professora da Universidade Nova de Lisboa Margarida Marques e pelo professor da Universidade de Princeton Alejandro Portes.


Entretanto, um comunicado, a Reitoria da Universidade Nova de Lisboa veio esclarecer que o estudo em causa "é da exclusiva responsabilidade dos investigadores envolvidos e não reflete a posição institucional desta universidade".


Também a organização Opus Dei desmentiu "categórica e integralmente" as afirmações que constam do estudo de que nos processos de nomeação dentro do Hospital de Santa Maria interferem "dinâmicas externas próprias à sociedade portuguesa --- como (...) a Opus Dei".




Lusa

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