sicnot

Perfil

País

Associações da GNR contra estatuto "militar" apresentado pelo Governo

A Associação dos Profissionais da Guarda (APG) discorda do projeto de estatuto profissional hoje apresentado pelo Governo, e avisa que, se não for modificado, os militares da GNR "partirão para a contestação".

(SIC/ Arquivo)

A ministra da Administração Interna, Anabela Rodrigues, reuniu-se hoje com associações representantes da GNR, a quem apresentou uma proposta de estatuto profissional, estando marcada nova reunião para dia 23, altura em que a APG, disse o seu presidente, espera que sejam aceites propostas de alteração.

César Nogueira, presidente da APG, disse à Lusa que a reunião de hoje, muito rápida, serviu essencialmente para a ministra apresentar o documento, com o qual a APG discorda profundamente.

"É um estatuto feito por generais do exército, vamos fazer contrapropostas e esperamos que a ministra as aceite, porque este estatuto não serve a GNR nem os seus profissionais e parece mais um 'subestatuto' das Forças Armadas", disse César Nogueira, acrescentando: "Não somos militares das Forças Armadas, somos uma força policial".

De acordo com o responsável, o estatuto proposto reforça a componente militar da GNR, quando o que os profissionais pretendem é o contrário, e remete para 2019 a regulamentação do horário de referência, que será de 40 horas.

José Alho, presidente da Associação Socioprofissional Independente da Guarda (ASPIG), também em declarações à Lusa, disse que o estatuto é "extremamente militar" e que as propostas da ministra visam transformar a GNR "num quarto ramo das Forças Armadas".

Os dois dirigentes criticaram ainda a forma como a reunião decorreu, com a ministra praticamente a não responder a dúvidas e a limitar-se a entregar um envelope com a proposta, disse César Nogueira, e a defraudar "todas as expectativas legítimas dos militares que compõem a GNR", nas palavras da ASPIG.

Além de uma possível contestação ao projeto, a APG está a promover ações em defesa de um estatuto de aposentação "digno" e em protesto pelo não cumprimento da lei quanto a questões como a idade da reforma ou os horários de trabalho.

Segundo César Nogueira a Caixa Geral de Aposentações não está a cumprir a lei ao considerar os guardas funcionários públicos, porque, em termos de aposentação, o estatuto da GNR não permite a idade da reforma aos 66 anos.

Por isso a APG vai fazer, no próximo dia 17, uma vigília em frente à Caixa Geral de Aposentações, que começará às 08:00, sem hora para terminar, disse César Nogueira à Lusa.

A ministra Anabela Rodrigues reuniu-se com as cinco associações socioprofissionais da GNR, ao fim da tarde de hoje, para apresentar um documento há muito aguardado pelos profissionais e que foi prometido no início da legislatura.







Lusa
  • A história de João Ricardo
    10:37
  • Parceiros sociais começam hoje debate sobre salário mínimo

    Economia

    Os parceiros sociais reúnem-se hoje com o ministro do Trabalho, Vieira da Silva, para iniciarem a discussão sobre a atualização do salário mínimo para o próximo ano, com as centrais sindicais e confederações patronais a assumirem posições divergentes.Em cima da mesa estarão as propostas das centrais sindicais, com a CGTP a exigir 600 euros a partir de janeiro de 2018 e a UGT a reivindicar 585 euros como ponto de partida para a negociação.

  • Os 72 golos de mais uma noite de Liga Europa

    Liga Europa

    Os 16 avos-de-final da Liga Europa começam a ganhar forma. São já 16 as equipas apuradas para a próxima fase da competição, entre elas o Sporting de Braga, que somou mais uma vitória. Em sentido inverso, o Vitória de Guimarães saiu derrotado de Salzburgo e ficou mais longe da qualificação. A 5.ª jornada da fase de grupos jogou-se esta quinta-feira e ao todo marcaram-se 72 golos. Estão todos aqui, para ver ou rever.

  • "No fim, logo se vê" se foram quatro anos de uma legislatura perdida
    1:28

    País

    Pedro Passos Coelho acusa o Governo de perder uma legislatura. O presidente do PSD diz que "no fim, logo se vê" se foram ou não quatro anos de oportunidade perdida para o país. No último Conselho Nacional antes das eleições diretas do partido, Passos acusou o Executivo de perder o rumo e apontou os casos do Infarmed e do aumento do preço da água como exemplos de desorientação.

  • Marcelo apoia novo Mecanismo Europeu de Proteção Civil
    0:44

    País

    Marcelo Rebelo de Sousa considera o novo Mecanismo de Proteção Civil uma ideia muito boa, que tem todo o apoio do Governo e do Presidente da República. Marcelo apenas lamenta que o modelo não existisse durante os incêndios deste ano.