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INEM diz que apenas duas ambulâncias estão paradas na Grande Lisboa

O INEM revelou hoje que apenas duas das 21 ambulâncias ao serviço na Grande Lisboa não estão operacionais e que, no total, tem disponíveis 29 meios para fazer a prestação de cuidados de emergência médica na região.

Em declarações à agência Lusa, Ivone Ferreira, do INEM, explicou que, pelas 9:45, estavam ao serviço 19 ambulâncias, em 21, tripuladas só com técnicos de emergência médica, três motos igualmente do organismo, uma VMIP (viatura móvel de intervenção psicológica), uma TIP (transporte inter-hospitalar pediátrica), duas SIV (ambulâncias de Suporte Imediato de Vida) e três ambulâncias dos bombeiros em exclusivo nos meios operacionais.

Ivone Ferreira adiantou ainda que as duas SIV estão ao serviço do INEM desde segunda-feira, depois do protesto dos trabalhadores do instituto, que no domingo promoveram uma vigília contestanto a falta de pagamento de subsídios e de horas extra e de mais cortes no salário. 

Os técnicos de ambulância de emergência estão desde o início do mês a recusar fazer horas extraordinárias.

A responsável pela comunicação do INEM referiu ainda que os serviços de socorro e a emergência médica do organismo não estão afetados, pedindo à população da Grande Lisboa para que continue a confiar na instituição.

O presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica, Paulo Campos, anunciou segunda-feira, no final de uma reunião no Ministério da Saúde, que até setembro vai haver um reforço de técnicos de emergência médica, com a contratação de 85 profissionais. 

Em comunicado, o INEM divulgou que na segunda-feira, "sem aviso prévio, não compareceram 26 técnicos de emergência no período da manhã e 21 no período da tarde", na Grande Lisboa.

Os trabalhadores do INEM decidiram  na segunda-feira agendar uma greve ao trabalho extraordinário, a partir do dia 24, segundo anúncio da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais.

O INEM ameaçou participar ao Ministério Público contra quem colocar em risco o socorro urgente a pessoas.

Lusa
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