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Tribunal absolve Ana Manso

O tribunal da Guarda absolveu hoje a antiga presidente da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda Ana Manso da prática de um crime de abuso de poder.

Ana Manso estava acusada da autoria material e na forma consumada de um crime de abuso de poder, por ter votado a transferência do marido, Francisco Manso, de Castelo Branco para a Guarda, e, logo depois, ter promovido a sua nomeação para auditor interno da ULS/Guarda a que presidia em 2012, sem referir o parentesco.

O tribunal decidiu hoje absolver Ana Manso reconhecendo que a transferência do marido da ULS de Castelo Branco para a da Guarda não iria lesar "em nada" o interesse público.

No entanto, durante a leitura da sentença o juiz disse que a ex-presidente da ULS violou os deveres de isenção e de objetividade, pois devia ter-se abstido na transferência do marido.

Após conhecer a decisão do Tribunal, Ana Manso disse aos jornalistas que sempre esteve "de consciência tranquila" em relação ao processo que a sentou no banco dos réus.

"Eu sempre acreditei que a justiça se faz nos tribunais e não na comunicação social. Sempre estive de consciência tranquila. A verdade tardou, mas veio ao de cima", afirmou.

A antiga presidente da ULS/Guarda disse estar consciente que "não tinha cometido nenhum delito" e que no exercício de funções deu o seu "melhor, de forma apaixonada, pela Guarda e pelo serviço público, no hospital, na ULS".

O advogado João Bandurra, que defendeu Ana Manso em tribunal, acompanhado por Jorge Neto, disse aos jornalistas que recebeu a absolvição "sem surpresa" e que o processo foi conduzido "com serenidade",

"Carreamos ao processo todas as provas que tínhamos disponíveis para demonstrar aquilo que hoje, sem surpresa, o juiz deu como provado e, sem surpresa, também, absolveu a arguida, declarando isso expressamente na sentença, de que não há aqui cometimento de nenhum crime e não há nenhum procedimento ilegitimo na sua conduta enquanto presidente do conselho de administração da ULS da Guarda", disse João Bandurra.

Durante o julgamento, a arguida declarou que agiu sempre "de boa-fé" e que nunca teve "intenção de prejudicar quem quer que fosse de forma ilegítima".

Ana Manso disse também que quando o marido, administrador hospitalar de profissão, pediu autorização para exercer funções na ULS/Guarda por "interesse público", a decisão foi tomada pela necessidade do serviço.

Ana Manso desempenhou as funções de presidente da ULS da Guarda entre dezembro de 2011 e novembro de 2012 e atualmente é administradora hospitalar na mesma instituição.



Lusa
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