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Amb3e apela à participação no programa de recolha de lâmpadas velhas

O diretor geral da Amb3e, uma das gestoras de resíduos de equipamentos elétricos, defendeu hoje não existir um problema na recolha de lâmpadas usadas, mas admite que as quantidades podem aumentar se todos colocarem este lixo no local adequado.   

© Reuters Photographer / Reuter

"Não consideramos que exista um problema neste tipo de resíduos. Reconhecemos, no entanto, que, neste como noutros fluxos de resíduos, existe margem para o aumento das quantidades a recolher, em linha com as metas de recolha progressivas estabelecidas de 2015 a 2019", afirmou à agência Lusa Pedro Nazareth, salientando ser necessário "o empenho de todos no correto encaminhamento das lâmpadas usadas".

A outra entidade gestora, a ERP Portugal, igualmente em resposta escrita a questões da agência Lusa, referiu que as metas nacionais para esta área, decorrentes de diretivas europeias, "têm sido totalmente cumpridas" e apontou "uma lacuna" relacionada com a "inexistência de um centro de coordenação" com a função de "conhecer as recolhas levadas a cabo por cada uma das entidades gestoras e operadores privados". 

As entidades respondiam a um pedido de comentário ao alerta da Quercus para a falta de tratamento das lâmpadas já sem uso, muitas contendo mercúrio, que é tóxico, defendendo a criação de metas de recolha por categoria de resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos (REEE).

"Em 2014, cerca de 70% das lâmpadas continuaram sem recolha", denunciou na segunda-feira a associação de defesa do ambiente, salientando ser "imprescindível a criação de metas por categoria" já que a "credibilidade da gestão de REEE [está] em causa".

A Amb3e explicou que, em 2014, o total de recolhas de lâmpadas velhas foi cerca 359 toneladas, que "corresponde a cerca de 33% das lâmpadas novas colocadas no mercado nesse ano [e] é importante compreender-se que os produtores estimam que apenas 70% do total das lâmpadas novas comercializadas sejam para efeito de substituição de lâmpadas antigas".

Isso, concluiu, "pode significar uma taxa de recolha de lâmpadas de 47% dos resíduos efetivamente gerados".

Para o diretor geral da Amb3e, "é inegável que metas mais ambiciosas têm impacto no empenho dos agentes envolvidos neste sistema", mas tudo depende do comportamento de cada cidadão. 

"Se não nos mobilizarmos para deixar de colocar as lâmpadas usadas no caixote do lixo comum e as transportarmos até a um ponto da rede electrão, tornando este movimento um hábito, não há metas de recolha, por mais exigentes que sejam, que possam ser cumpridas", frisou Pedro Nazareth.

A ERP Portugal disse ter recolhido mais de um milhão de lâmpadas nos seus 1.662 pontos de recolha, em 2014, dados não comparáveis com a aqueles da Amb3e, que aponta a recolha de 276 toneladas de resíduos de lâmpadas na rede Eletrão, "cerca de 77% do total recolhido em Portugal nesse ano".

Segundo dados disponíveis na Agência Portuguesa do Ambiente, de 2013, a Amb3e tem 1.161 produtores aderentes e a ERP Portugal 419.   

Das lâmpadas velhas são retirados materiais como vidro, metais ferrosos e não ferrosos, plásticos, pó luminescente ou mercúrio, utilizados por siderurgias, indústria da construção e fabrico de cerâmica ou indústria química, enquanto a mistura de plásticos "ainda não têm um destino de reciclagem consolidado", segundo a Amb3e.


Lusa
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