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Passos promete estudar redução da carga burocrática dos professores

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, considerou esta quarta-feira que é difícil saber como se pode reduzir a carga burocrática dos professores portugueses, mas prometeu estudar mais o assunto para ver em que medida é possível ir mais longe.

O primeiro-ministro acompanhado pelo ministro da Educação, Nuno Crato.

O primeiro-ministro acompanhado pelo ministro da Educação, Nuno Crato.

Lusa

"Há uma dimensão que ainda não está inteiramente bem estudada e que nós iremos aprofundar, dentro da medida das possibilidades, que é saber o que é que de tarefas mais administrativas nós podemos ainda reduzir quando olhamos para o nosso pessoal docente, para os professores", afirmou.

Pedro Passos Coelho abordou este tema durante uma iniciativa do Ministério da Educação e Ciência, no Teatro Thalia, em Lisboa, depois de apontar uma reforma do Estado centrada na "simplificação de procedimentos" como o "grande objetivo de uma próxima legislatura".

Na sua intervenção, o chefe do executivo PSD/CDS-PP falou também no abandono escolar, declarando: "Nós tínhamos a meta de alcançar uma taxa de abandono escolar não superior a 10% até 2020. Parece-nos nesta fase muito difícil atingi-la, mas seria mau que abandonássemos esse objetivo, esse propósito". 

No que respeita aos procedimentos administrativos no setor da educação, o primeiro-ministro elogiou o trabalho feito, mas referiu que a carga burocrática dos professores "é uma queixa que aparece com muita frequência, sobretudo nos últimos anos", acrescentando: "Temos uma certa dificuldade em avaliar exatamente o que é que podemos aliviar de todos esses procedimentos administrativos".  

Passos Coelho disse ter trocado impressões com o ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, sobre o assunto e que este lhe deu conta de que Portugal está "bastante bem" nesta matéria em termos comparativos, no quadro da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económicos (OCDE).

"A carga burocrática que é exigida aos nossos professores - em relatórios, reportes que tenham de fazer, na organização do seu trabalho escolar - não andará muito longe daquilo que se regista noutros países", realçou.

Neste contexto, Passos Coelho concluiu: "Nós temos a obrigação de clarificar um bocadinho melhor esta questão e ver em que medida podemos ir mais longe e melhorar - com isso ajudaremos também a melhorar a média da OCDE - para colocar os nossos professores, tanto quanto possível, naquilo que é a disponibilidade da sua missão principal, que é organizar os tempos letivos, dar as aulas, evidentemente, e ao mesmo tempo preparar as suas lições".
Lusa
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