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Área ardida mais do que duplicou este ano

A aérea ardida este ano mais do que duplicou em relação ao mesmo período de 2014, tendo os incêndios florestais consumido 14.971 hectares, segundo o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Arquivo Lusa

Arquivo Lusa

JOSE SENA GOULAO

O relatório provisório de incêndios florestais do ICNF indica que, entre 01 de janeiro e 15 de junho, registaram-se 6.113 fogos, mais 3.578 do que no mesmo período de 2014, significando que as ocorrências também mais do que duplicaram em relação a 2014.

Das 6.113 ocorrências de fogo, 1.511 dizem respeito a incêndios florestais e 4.602 a fogachos, adianta o documento.

Segundo o ICNF, os 6.113 incêndios resultaram em 14.971 hectares de área ardida, mais 9.446 do que no mesmo período de 2014, quando as chamas consumiram 5.525 hectares.

"Comparando os valores do ano de 2015 com o histórico dos últimos 10 anos (2005-2014), destaca-se que se registaram mais 16% de ocorrências relativamente à média verificada no decénio 2005-2014 e que ardeu mais 37% do que o valor médio de área ardida nesse período", indica o documento, sublinhando que 2012, 2005 e 2009 são os anos que registaram valores de área ardida superiores aos de 2015.

O ICNF indica também que os distritos do Porto (1.207), Braga (785) e Vila Real (710) são os que registaram, até 15 de junho, mais ocorrências de fogo, sendo a maioria de reduzida dimensão.

Já, os distritos de Viana do Castelo, Braga e Aveiro foram os mais afetados pela área ardida, com 3.317, 2.308 e 2.258 hectares, respetivamente.

O relatório refere igualmente que março (1.995), abril (1.438) e maio (1.343) foram os meses com maior número de incêndios, tendo sido também nessa altura que as chamas consumiram mais hectares.

De acordo com o documento, 6.565 hectares arderam em abril, seguindo-se março, com 4.875 hectares, e maio, com 2.293.

"Nos meses correspondentes à primavera de 2015 (março, abril e maio) registaram-se valores de ocorrências mensais superiores às respetivas médias do decénio anterior (2005-2014), com maior expressão nos meses de abril e maio. Também a área ardida associada aos meses de abril e maio é substancialmente superior às médias mensais dos últimos dez anos", refere o relatório.

O ICNF justifica estes valores com o facto de a primavera este ano ter sido muito quente e muito seca, além de terem ocorrido três ondas de calor entre março e abril.

O primeiro relatório deste ano do ICNF sobre os fogos indica ainda que se registaram 18 grandes incêndios que queimaram 5.298 hectares de espaços florestais, ou seja, cerca de 35 por cento do total da área ardida até 15 de junho.

O maior incêndio ocorreu a 02 de abril em Pessegueiro do Vouga, distrito de Aveiro.



Lusa
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