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Investigadores de Coimbra desenvolvem terapia inovadora para tumores cerebrais

Investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) de Coimbra desenvolveram uma terapia inovadora para tratamento de tumores cerebrais, anunciou hoje a Universidade de Coimbra.

Contas da AMPR apontam para a existência de 700 médicos radiologistas  em Portugal, um número "manifestamente inferior" às necessidades (Reuters/ Arquivo)

Contas da AMPR apontam para a existência de 700 médicos radiologistas  em Portugal, um número "manifestamente inferior" às necessidades (Reuters/ Arquivo)

© Rupak De Chowdhuri / Reuters

Uma equipa de investigadores do CNC da Universidade de Coimbra (UC) desenvolveu uma "nanopartícula capaz de entregar moléculas terapêuticas a tumores cerebrais malignos", afirma uma nota da UC hoje divulgada.

A investigação, liderada por Conceição Pedroso de Lima, investigadora do CNC, resulta do trabalho realizado ao longo dos últimos quatro anos no desenvolvimento de "uma nova terapia para o glioblastoma, uma forma altamente maligna de tumor cerebral que reduz a vida dos doentes para 12 a 15 meses após diagnóstico", acrescenta a UC.

Foi demonstrado que "nanopartículas compostas por moléculas de gordura (lípido), às quais se junta uma proteína que reconhece especificamente células tumorais, entregam de forma eficiente a estas células pequenas moléculas terapêuticas (ácidos nucleicos que são macromoléculas localizadas no núcleo das células)", sublinha Pedro Costa, primeiro autor do estudo.

"A entrega destas moléculas terapêuticas, após administração intravenosa em ratinhos com glioblastoma, combinada com quimioterapia, resultou em significativa morte das células malignas e redução do tumor cerebral", salienta Pedro Costa.

Este estudo demonstra que "uma das limitações no tratamento dos tumores cerebrais, que está relacionada com a dificuldade em entregar moléculas terapêuticas aos tumores, pode ser ultrapassada através da utilização de 'veículos de transporte' direcionados especificamente para os tumores", explicita Conceição Pedroso de Lima.

Trata-se de "um passo importante", embora ainda se esteja numa fase inicial para o "desenvolvimento de uma abordagem terapêutica que se espera poder chegar a ensaios clínicos", adianta a investigadora.

Os principais problemas associados à quimioterapia são os efeitos secundários nos órgãos saudáveis, mas "a utilização das nanopartículas desenvolvidas poderá contribuir para aumentar a eficácia da quimioterapia e reduzir os efeitos secundários associados", admite Conceição Pedroso de Lima.



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