sicnot

Perfil

País

Oficiais da PSP vão adotar medidas de contestação pela primeira vez

O Sindicato Nacional dos Oficiais da Polícia (SNOP) anunciou esta segunda-feira que os oficiais da PSP vão, pela primeira vez na história da Polícia, adotar medidas de protesto para contestarem o estatuto profissional.

Para o sindicato que representa a maioria dos comandantes e dos diretores da PSP, a contestação "será mais um marco histórico na gestão desta ministra" e será o primeiro protesto dos oficiais "na história desta centenária instituição". (Arquivo)

Para o sindicato que representa a maioria dos comandantes e dos diretores da PSP, a contestação "será mais um marco histórico na gestão desta ministra" e será o primeiro protesto dos oficiais "na história desta centenária instituição". (Arquivo)

SIC

"Pela primeira vez de uma forma generalizada, os oficiais da Polícia vão contestar, dentro do que é possível, a tentativa de impor um estatuto que não interesse, que não é bom", disse à agência Lusa o presidente do SNOP, Henrique Figueiredo, adiantando que as medidas de protestos vão ser decididas, no sábado, durante uma assembleia-geral do sindicato.

Para o sindicato que representa a maioria dos comandantes e dos diretores da PSP, a contestação "será mais um marco histórico na gestão desta ministra" e será o primeiro protesto dos oficiais "na história desta centenária instituição".

"Para um processo negocial inédito, o que seria de esperar era que as respostas fossem também inéditas. Todo este processo é muito estranho, é algo nunca visto a vários níveis", sustentou, criticando a tutela por ter deixado de fora das negociações os oficiais, designadamente o sindicato e a direção nacional da PSP. 

"Deixar os oficiais de fora da negociação e tratar-nos desta forma, na vertente sindical através do sindicato, ou na vertente institucional através da direção nacional, é uma decisão do Governo e da tutela", disse.

Henrique Figueiredo acrescentou que a ministra Anabela Rodrigues "apenas pretendeu negociar com alguns sindicatos", nomeadamente com aqueles que têm o potencial de gerar contestação social, por exemplo através de manifestações.

 No entanto, sublinhou que a contestação de um sindicato como o SNOP, que representa comandantes, diretores, pessoas que gerem e mandam na instituição, devia "merecer preocupação por parte da tutela".

"Os comandantes e os diretores da PSP têm outra capacidade e as medidas que possam vir a implementar têm outro tipo de impacto", disse, acrescentando que a 02 de julho, Dia da PSP, vai também realizar-se um jantar com oficiais da Polícia em várias cidades do país.

Henrique Figueiredo anunciou também que o SNOP vai interpor uma providência cautelar contra a tutela, dado que a ministra não aceitou o pedido de negociação suplementar ao estatuto, alegando estar fora do prazo.

Para o SNOP, a rejeição é "relevadora de má-fé", uma vez que o pedido foi feito dentro dos prazos normais, sendo "uma interpretação no mínimo duvidosa".

O sindicato admite também apresentar uma providência cautelar para impedir a entrada em vigor do estatuto profissional, uma vez que este "não serve os polícias, nem a polícia". 

Os oficiais da PSP contestam a proposta da tutela no que toca à gestão dos recursos humanos e à forma como a instituição está a ser projetada para os próximos anos, considerando o SNOP que estão a ser criadas "normas transitórias que vão criar graves dificuldades na gestão de pessoal" e vão "privilegiar os oficiais não titulares de licenciatura".

O SNOP contesta também a proposta da tabela salarial e de progressão de carreira dos oficiais da PSP que foram formados no instituto.

O processo negocial sobre o futuro estatuto profissional da PSP entre sindicatos e o MAI já terminou, tendo a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP) e o Sindicato dos Profissionais da Polícia (SPP) assinado um memorando de entendimento no final das negociações.
Lusa
  • Novo dia de protestos contra expropriações na ilha do Farol
    2:30

    País

    A sociedade Polis Ria Formosa concluiu a tomada de posse das construções identificadas como ilegais na ilha do Farol, na Ria Formosa, em Faro. No segundo dia da operação, sob fortes protestos da população, os técnicos da Polis, escoltados pela Polícia Marítima, expropriaram hoje mais 18 construções.

  • Cunhado do Rei de Espanha em liberdade sem caução

    Mundo

    Inaki Urdangarin vai mesmo aguardar o desenrolar do recurso em liberdade na Suíça, onde o marido da Infanta Cristina tem residência oficial e onde terá de se apresentar às autoridades uma vez por mês, para além de estar obrigado a comunicar qualquer deslocação fora da Europa. De fora fica ainda o pagamento da caução de 200 mil euros pedida pelo Ministério Público espanhol.

  • Zeca Afonso morreu há 30 anos
    1:11
  • Compensa comprar a granel?
    8:39
  • "Isto é uma mentira e tem carimbo de Estado"
    2:12

    Opinião

    O preço das botijas de gás em Portugal duplicou nos últimos 15 anos. José Gomes Ferreira esteve no Jornal da Noite, da SIC, onde explicou este aumento, lembrando que a classe política prometeu que se houvesse mais empresas a operar no mercado, os preços desciam. Contudo, José Gomes Ferreira diz que "isto é uma mentira e tem carimbo de Estado". O Diretor-Adjunto de Informação SIC explicou que como o mercado é livre, os operadores vendem aos preços mais altos que podem, deste modo os preços não variam muito entre uns e outros.

    José Gomes Ferreira