sicnot

Perfil

País

Pais de alunos de Alcobaça contestam qualidade das refeições em duas escolas

Quatro dezenas de pais de alunos do primeiro ciclo de Alfeizerão, Alcobaça, criticam, num abaixo-assinado, a falta de qualidade das refeições servidas em duas escolas, mas a câmara diz não ter recebido quaisquer queixas.

Arquivo Reuters

Arquivo Reuters

No documento entregue à autarquia pela Associação de Pais do Agrupamento de Escolas de S. Martinho do Porto (APESAM), a que a Lusa teve acesso, reclama-se "a melhoria da qualidade das refeições escolares" servidas na EB1 do Casal Velho e no jardim-de-infância do Casal Pardo (ambos na freguesia de Alfeizerão, no concelho de Alcobaça), alegando "queixas frequentes dos alunos".

Em representação dos encarregados de educação, a associação defende no abaixo-assinado que "a escolha da empresa para o fornecimento das refeições [...] não pode obedecer unicamente a critérios financeiros".

Exige-se à câmara que privilegie "uma política de equidade de modo a que todas as crianças da freguesia de Alfeizerão, independentemente do estabelecimento de ensino que frequentem, possam também ter acesso a refeições de qualidade", já que as restantes escolas da freguesia são servidas por uma instituição particular de solidariedade social.

Os subscritores propõem à câmara que mude de fornecedor de catering, proposta que dizem já ter sido formalmente apresentada ao setor de educação, quer pela associação quer pela Junta de Freguesia, sem ter obtido resposta positiva.

Contactada pela agência Lusa, a vereadora da Educação na Câmara de Alcobaça, Inês Silva, confirmou a receção do abaixo-assinado e afirmou-se "surpreendida" com o teor do documento, já que, sublinhou, "não deu entrada na unidade de educação qualquer reclamação sobre a qualidade das refeições".

Segundo a autarca, a empresa responsável pelas refeições naqueles estabelecimentos "serve 1545 refeições a jardins-de-infância e escolas do primeiro ciclo", cujas coordenadoras "têm indicação para comunicar, na hora, qualquer problema que se verifique".

Excluindo "algum engano pontual nas quantidades, prontamente resolvido, não houve qualquer queixa e os alunos repetem o prato", afirmou a responsável, convicta de que "o serviço correu bastante bem".

Ainda assim, a vereadora agendou com a associação uma reunião, para a próxima semana, para "tentar perceber em concreto o que originou este abaixo-assinado".

A APESAM reclama ainda que seja incluído o ensino pré-escolar no futuro Centro Escolar de Alfeizerão, uma vez que a oferta atual na freguesia "se limita a uma única sala", em instalações da Associação Recreativa do Casal Pardo, "à qual se acede através de escadas e onde não existe sequer um espaço exterior para as crianças brincarem em segurança".

No entender dos pais, "a inclusão de ensino pré-escolar no futuro centro escolar constitui um fator importante para o desenvolvimento socioeconómico e social da freguesia" e uma opção mais justa para as crianças.

À Lusa, a vereadora explicou, no entanto, que "o centro escolar ainda está em projeto", não estando fechada a decisão de não incluir no mesmo uma sala de pré-escolar.

 

 

 

 

Lusa

 

  • Passos acusa Governo de "sacudir água do capote"

    País

    O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, acusou este sábado o Governo de "sacudir a água do capote" para não assumir a responsabilidade pelo que está a ser decidido, usando uma política de comunicação que considerou ser um "embuste".

  • Quase 200 polícias solidários com agentes acusados
    2:29

    País

    Perto de 200 polícias manifestaram-se este sábado na sede da PSP em Alfragide, em solidariedade com os 18 agentes acusados no processo Cova da Moura. O Sindicato Nacional de Polícia associou-se ao protesto e diz existir um aproveitamento político do caso.

  • Polícias ameaçam com protestos no arranque do campeonato
    1:24

    País

    Os agentes da PSP ameaçam boicotar a presença nos jogos do campeonato da Primeira e Segunda ligas que começam em 15 dias. Os agentes colocam em causa o atual modelo de policiamento no futebol, que faz com que muitos dos profissionais da PSP trabalhem sem remuneração em dia de folga.