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Catarina Martins critica "beija-mão" do Governo a Miguel Relvas

A porta-voz do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, acusou hoje o Governo de ter dado um espetáculo de "beija-mão" a Miguel Relvas e de fazer tudo menos defender o interesse público.

"O primeiro-ministro ganhava 7 mil euros por mês e fugiu a uma contribuição de 100 euros. Foi caloteiro para com a Segurança Social." - Catarina Martins, porta-voz do BE (02-03-2015)

"O primeiro-ministro ganhava 7 mil euros por mês e fugiu a uma contribuição de 100 euros. Foi caloteiro para com a Segurança Social." - Catarina Martins, porta-voz do BE (02-03-2015)

Lusa

"Ontem [quinta-feira] vi um espetáculo de todo um Governo ao beija-mão a Miguel Relvas", afirmou Catarina Martins, aludindo à presença de vários membros do executivo na apresentação do livro "O Outro Lado da Governação", da autoria do ex-ministro social-democrata e do ex-secretário de Estado Paulo Júlio.

 "Um primeiro-ministro que tem uma tal deferência para Miguel Relvas e tem em Dias Loureiro o seu exemplo como empresário, como já afirmou publicamente, é um primeiro-ministro de um Governo que faz tudo menos defender o interesse o público", acrescentou.

Exemplo disso é, para a deputada do Bloco de Esquerda, "o relatório do Tribunal de Contas à primeira auditoria a uma privatização [da EDP e da REN], a dizer-nos que a energia foi vendida ao desbarato, sem garantias de interesse público, com o BESI a trabalhar no Estado para avaliar e depois a assessorar os contratos financeiros dos privados, sem que tenha existido a mínima transparência".

E este, acrescentou, é apenas "o primeiro relatório das privatizações que este Governo fez, sempre com as mesmas características".

A dirigente bloquista recordou que o relatório foi conhecido "num momento em que o Governo quer vender a TAP exatamente da mesma forma em que o oceanário também é entregue a privados, em que os transportes coletivos de Lisboa e do Porto estão também a ser concessionados a privados". 

Neste sentido, considerou ser "o momento para o país exigir explicações muito claras a um Governo que tem feito tudo para desbaratar os recursos do país". E para que "nos levantemos a dizer que Portugal não está à venda", concluiu.

Catarina Martins falava em Torres Vedras onde hoje visitou a Feira de S. Pedro que decorre no pavilhão de exposições da Promotorres até domingo.

 

 

 

 

Lusa

 

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