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GNR apreende automóveis e constitui 30 arguidos

A Guarda Nacional Republicana apreendeu milhares de documentos, mais de 1.400 viaturas e outros equipamentos, no valor total de 44 milhões de euros, e constituiu 30 arguidos através de uma operação para investigar aquisição e comercialização de automóveis.

A Unidade de Ação Fiscal da GNR efetuou 91 buscas, das quais 24 domiciliárias, três em escritórios de advogados e três a gabinetes de técnicos oficiais de contas, tendo sido constituídos 30 arguidos, sujeitos a termo de identidade e residência por indiciação dos "crimes de associação criminosa, abuso de confiança qualificada, frustração de créditos, burla tributária, fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e falsificação de documentos", segundo um comunicado da Guarda.

Na operação "Medusa", com diligências nos distritos de Lisboa, Santarém, Setúbal e Faro, investigaram-se matérias relacionadas com a aquisição e comercialização de veículos automóveis, envolvendo um grupo de cerca de 30 pessoas singulares e de 70 pessoas coletivas que, desde 2013, desenvolviam a atividade de compra e venda de viaturas penhoradas, de veículos com pedidos de apreensão ativos ou fazendo parte de massa insolvente de sociedades terceiras, explica a GNR.

Estiveram envolvidos na operação 387 elementos, dos quais 339 militares da GNR, incluindo os comandos territoriais de Santarém, Setúbal, Lisboa e Leiria, e 48 inspetores da Autoridade Tributária e Aduaneira, além de dois magistrados judiciais e dois magistrados do Ministério Público, que participaram nas buscas.

Os profissionais apreenderam milhares de documentos em suporte de papel e informático, 1.449 viaturas (1.399 pesadas e 50 ligeiras), quatro armas de fogo, 70 peças em ouro, 20 computadores, 44 telemóveis, 10 'tablets' e 50 relógios, "tudo com um valor presumível de 44 milhões de euros", listou a GNR.

"Existem fundadas suspeitas de que essa atividade tenha sido exercida com o objetivo da subtração indevida das viaturas à garantia do pagamento de dívidas aos credores", refere o comunicado, acrescentando que, alguns dos veículos "poderão ter tido como destino o mercado africano e o sul-americano".

 

Lusa