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PCP acusa Governo de não ter sido "inseticida" contra a crise

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, acusou esta quarta-feira o Governo de não ter atuado como "inseticida" contra as pragas que se abateram no país, uma crítica à qual o primeiro-ministro respondeu afirmando não ser "farinha do mesmo saco".

Na sua intervenção, Jerónimo de Sousa afirmou que o "Estado da Nação é de um país mais endividado, com mais desemprego, com mais emigração, com mais pobreza e com mais injustiças", considerando que o executivo "governou contra os portugueses e contra o país, mas também contra as promessas que tinha feito".

Na sua intervenção, Jerónimo de Sousa afirmou que o "Estado da Nação é de um país mais endividado, com mais desemprego, com mais emigração, com mais pobreza e com mais injustiças", considerando que o executivo "governou contra os portugueses e contra o país, mas também contra as promessas que tinha feito".

Lusa

No primeiro frente-a-frente do debate sobre o "Estado da Nação", o líder parlamentar do PS e o primeiro-ministro travaram um debate intenso, com Ferro Rodrigues a apontar ao Governo "sete pecados capitais" e Passos Coelho a contrapor com as "dez pragas socialistas".

Aproveitando estas imagens bíblicas, Jerónimo de Sousa questionou a posição do Governo perante essas pragas: "Qual foi a posição do seu partido perante essas pragas? Não foi inseticida, foi parte integrante dessas pragas que se abateram sobre o país", acusou o comunista.

 "Não somos todos farinha do mesmo saco", respondeu o primeiro-ministro, dirigindo-se ao líder do PCP.

Na sua intervenção, Jerónimo de Sousa afirmou ainda que o "Estado da Nação é de um país mais endividado, com mais desemprego, com mais emigração, com mais pobreza e com mais injustiças", considerando que o executivo "governou contra os portugueses e contra o país, mas também contra as promessas que tinha feito".

Jerónimo de Sousa lembrou que durante a campanha para as legislativas de 2011 "Paulo Portas afirmava que não era possível absolver um primeiro-ministro que levou a dívida pública a 170.000 milhões de euros", para questionar: "O que fazer agora com um primeiro-ministro e um Governo que levou a dívida para 220.000 milhões de euros?"

"Eu sei que para Paulo Portas não há coisas irrevogáveis, mas há esclarecimentos que têm de ser feitos", ironizou o deputado comunista.

Na resposta, Pedro Passos Coelho lembrou o montante emprestado no âmbito do Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF) para justificar o aumento da dívida pública nos últimos quatro anos: "Não conheço nenhum país que peça 78.000 milhões de euros emprestados e que a dívida baixe. Mas na sua tendência vai baixar. E já está a baixar. É verdade que podíamos baixar o rácio da divida se fossemos imprudentes", disse.

O primeiro-ministro justificou essa "prudência" com eventuais "volatilidades dos mercados", defendendo que "os portugueses precisam de um Governo que tenha responsabilidade de zelar pela sua segurança".

Passos Coelho voltou ainda a falar da situação na Grécia, negando que esteja a ser feita "chantagem" sobre Atenas.

"Na cimeira de ontem [terça-feira] todos disseram estar disponíveis para dar mais ajuda à Grécia. Mas em todas as nações europeias há democracias, em todas as nações europeias se fazem sacrifícios. Em nenhuma nação existe nenhum exemplo em que se possa emprestar sem condições. Isso não existe na Grécia, nem em lado nenhum do mundo", terminou.

Lusa

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