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Ciências da vida tem maior aumento de vagas na primeira fase de acesso ao superior

A área formativa de ciências da vida é aquela que regista o maior aumento no número de vagas disponíveis na 1.ª fase de acesso ao ensino superior, marcada pela estabilidade na oferta em relação ao ano anterior.

A primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior arrancou  a 17 de julho e decorre até 08 de agosto, com 50.820 vagas a concurso, um  número que não era tão baixo desde 2008.

A primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior arrancou  a 17 de julho e decorre até 08 de agosto, com 50.820 vagas a concurso, um  número que não era tão baixo desde 2008.

© Susana Vera / Reuters

De acordo com os dados divulgados hoje pela Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), os cursos da área de ciências da vida têm um aumento de 110 vagas nas instituições de ensino superior públicas em relação a 2014, subindo de 2.091 para 2.201 vagas.

Entre as áreas que cresceram destacam-se também as ciências sociais e de comportamento, com um aumento no número de vagas de 3.728 em 2014 para 3.803 em 2015.

A tendência, no entanto, em relação ao último ano é a de oscilações muito ligeiras, tanto nos casos em que houve um aumento da oferta, como nos em que houve uma redução.

Engenharia e técnicas afins, com 9.037 vagas (17,7% do total), ciências empresariais, com 7.686 vagas (15% do total) e saúde, com 6.656 vagas (13% do total), mantêm-se, tal como em 2014, como as áreas de formação com mais vagas disponíveis.

Engenharia, que regista um aumento de 15 vagas em relação ao ano anterior, tem sido das áreas que menos alunos coloca na 1.ª fase do concurso de acesso nos últimos anos.

Em 2014, o presidente do conselho coordenador dos politécnicos -- as instituições que mais alunos de engenharia têm perdido -- avançava como hipótese para a fraca procura e colocação nestes cursos o facto de as médias nos exames de Matemática, prova de acesso para esta área, serem muito baixas, ficando geralmente abaixo do limiar da positiva.

O conselho coordenador chegou mesmo a propor que o regime de acesso aos politécnicos pudesse ser diferenciado, retirando peso ao exame nacional na nota de entrada no ensino superior, mas a proposta foi mal recebida por algumas instituições e pelos alunos.

A subida da média no exame nacional de Matemática este ano para 12 valores pode indiciar, no entanto, uma maior facilidade no acesso a estes cursos e alterações no número de vagas ocupadas.

No despacho orientador de fixação de vagas para o ensino superior para o ano letivo de 2015-2016 o Governo recomendava às instituições um aumento do número de vagas nas áreas de ciências da vida ciências físicas, matemática e estatística, informática e engenharia e técnicas afins.

Apenas em ciências físicas e informática não se registou um aumento. Informática deixou por preencher em 2014 mais de metade das vagas levadas a concurso na 1.ª fase e tem vindo a ser, nos últimos anos, cada vez uma 1.ª opção dos candidatos ao ensino superior.

Os dados divulgados pela DGES permitem ainda perceber, numa análise ao número de vagas disponibilizadas nos últimos quatro anos, entre 2012 e 2015, que a área da formação de professores e ciências da educação foi aquela que ao longo desse período mais vagas perdeu: das 1.468 vagas disponíveis em 2012 restam agora 1.194, uma quebra de cerca de 18,7%.

Arquitetura e construção, área onde se incluem os cursos de engenharia civil, sofreu uma perda ainda mais acentuada, com uma quebra de quase 25% nas vagas disponíveis: 2.745 em 2012 para 2.073 em 2015.

Serviços pessoais, jornalismo e informação e proteção do ambiente são outras áreas que reduziram a sua oferta nos últimos quatro anos.

Lusa

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