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Português assassinado no centro da comunidade portuguesa de Newark nos EUA

A morte de um cidadão português, Agostinho Sousa, de 40 anos, domingo de manhã à porta do café, em Newark, Estados Unidos, onde tomava o pequeno-almoço todos os dias, deixou a comunidade portuguesa à procura de respostas.

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Na rua onde aconteceu o crime, no bairro do Ironbound, poucos querem dar o nome, mas todos comentam o sucedido, falam em falta de policiamento e no aumento da insegurança.

"Vivo aqui há 37 anos e a situação nunca foi tão má. Roubos, assassinatos, ninguém se sente seguro. Vamos fazer um grande protesto nas próximas semanas porque não podemos deixar que isto continue a acontecer", disse à Lusa José Carlos Rodrigues, um dirigente associativo.

Alguns imigrantes comentam que o crime resultou de um assalto, apenas devido a um telemóvel, outros acreditam que foi algo pessoal, mas ninguém sabe ao certo porque motivo o português foi alvo do tiro no peito que lhe tirou a vida.

O xerife do condado onde fica a cidade, o luso-americano Armando Fontoura, já ofereceu uma recompensa de 10 mil dólares (9 mil euros) a quem oferecer informações que conduzam à captura do assassino.

O chefe da polícia da cidade, o também luso-descendente Anthony Campos, disse à imprensa que encoraja "todos os que obtiverem informações para colaborarem com as investigações".

"Vocês têm a minha palavra de honra de que estarão protegidos, de que não importa o 'status' migratório, a lei está aqui para proteger e assegurar. Precisamos que a comunidade se manifeste e denuncie qualquer situação suspeita", disse Campos.

A polícia encontrou a vítima na manhã de domingo, às 07:15 (12:15 em Lisboa), num beco junto ao número 150 da Rua Walnut. O crime tinha acontecido 10 minutos antes.

As autoridades encontraram mais tarde uma carrinha azul que acreditam ser o veículo usado pelo criminoso na fuga, com sinais de que alguém a tinha tentado incendiar.

Lusa

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