sicnot

Perfil

País

Médias negativas a Português e Matemática na 2.ª fase das provas do 9.º ano

Os alunos do 9.º ano registaram médias negativas nas provas finais de Português e Matemática da 2.ª fase, mas a queda nos resultados é acompanhada de um significativo aumento no número de alunos que fizeram exames nesta fase.

Os alunos do 9.º ano registaram notas médias de 47% a Português, abaixo dos 50% de 2014, percentagem que marca o limiar da positiva na escala de 0 a 100%, utilizada nas classificações das provas deste nível de escolaridade, que se converte depois numa outra, de níveis 1 a 5 (com os níveis 1 e 2 a corresponderem a notas negativas e os níveis 3, 4 e 5 a notas positivas).

A taxa de reprovação a Português aumentou dos 19% para os 36%, mas este ano 6.425 alunos fizeram esta prova final, contra os 226 de 2104.

Apesar da média negativa, o Ministério da Educação e Ciência (MEC) sublinha que a maioria dos alunos (52%) conseguiu, ainda assim, um resultado positivo, com notas de nível igual ou superior a três

Já a Matemática, os finalistas do 3.º ciclo baixaram a classificação média dos 30% para os 20%, tendo a taxa de reprovação subido dos 65% para os 79%, o que significa que praticamente um em cada cinco alunos reprovou, entre os 7.375 que fizeram este exame. Em 2014 apenas 319 tinha feito a prova final de Matemática.

Em comunicado enviado hoje, o MEC recorda que, pela primeira vez, este ano letivo, foi dada aos alunos do 9.º ano a mesma oportunidade de recuperação de notas que já é dada ao 1.º e 2.º ciclos, com duas fases de provas e um período de estudo suplementar.

"Para além dos alunos internos que não obtiveram aprovação após a realização das provas finais de ciclo na 1.ª fase, a 2.ª fase destinou-se também aos alunos que, no final do 3.º período, não se encontravam em condições de admissão à 1.ª fase, portanto alunos que não reuniam condições para transitar de ano no final do 3.º período e alunos que ficaram retidos por faltas ao longo do ano, e ainda aos alunos que faltaram à 1.ª fase, por motivos excecionais", precisou a tutela.

Tendo em conta este conjunto de condições, a tutela refere que, quem fez provas na 2.ª fase, são "naturalmente, alunos que demonstraram maiores dificuldades ao longo do ano letivo".

"Tendo em conta este universo, há uma percentagem razoável de alunos que com esta segunda fase conseguiu cumprir as condições necessárias para passar de ciclo, embora não seja possível, neste momento, quantificar", acrescenta a nota.

A Português, menos de 30 alunos conseguiram notas superiores a 80%. A Matemática foram apenas 21. Já entre os resultados mais baixos, apenas seis alunos não conseguiram atingir a meta dos 10% a Português. A Matemática foram 2.119.

O MEC reconhece, em comunicado, que os resultados hoje divulgados "mostram ainda a existência de uma percentagem elevada de alunos com dificuldades significativas nestas disciplinas estruturantes", reiterando a necessidade de identificação precoce dessas dificuldades, assim como de mais apoio.

A 2.ª fase das provas finais decorreu em 1242 escolas do território nacional, tendo sido realizadas 13.844 provas: 6.425 de Português e 7.375 de Matemática, classificadas por um total de 839 professores.

Lusa

  • "Não se reconstroem serviços públicos em dois anos"
    0:53

    País

    O Ministro da Saúde diz que os problemas do Serviço Nacional de Saúde não se resolvem em dois anos nem se consegue reverter a trajetória de desinvestimento e delapidação dos serviços públicos até 2019, ou até ao final da legislatura. Em entrevista ao jornal Público e à rádio Renascença, Adalberto Campos Fernandes admitiu ainda que é contra a eutanásia, mas garante que o SNS estará pronto a aplicar a lei, se assim for decidido pelo Parlamento.

  • "Oui, Monsieur - O Saco Azul do Marquês" (Parte I)
    35:45

    Operação Marquês

    A acusação da Operação Marquês diz que, em 5 anos, foram pagos quase 36 milhões de euros de luvas a José Sócrates. A maior fatia veio do Grupo Espírito Santo. O Ministério Público fala em pagamentos por decisões políticas sobre negócios da PT, alegadamente em benefício de Ricardo Salgado. Além de Sócrates, também Zeinal Bava e Henrique Granadeiro terão recebido dezenas de milhões de euros do ex-banqueiro. Nesta primeira parte da reportagem "Oui, Monsieur - O Saco Azul do Marquês", começamos a seguir do rasto desse dinheiro, conduzidos pelas pistas deixadas à investigação, nos registos secretos de um director do Grupo Espírito Santo.

  • "Oui, Monsieur - O Saco Azul do Marquês" (Parte II)
    24:59

    Operação Marquês

    O Ministério Público estima que, em apenas 8 anos, a ES Enterprises movimentou mais de três mil milhões de euros. E sempre à margem de qualquer controlo. Na tese da Operação Marquês, foi desta empresa fantasma que saiu a maior parte das luvas alegadamente pagas por Ricardo Salgado a José Sócrates, Zeinal Bava, Henrique Granadeiro e Hélder Bataglia, por causa dos negócio da PT. Na primeira parte da grande reportagem "Oui, Monsieur - o saco azul do marquês" vimos como o chumbo da OPA da SONAE à PT terá sido o primeiro desses negócios.Agora, olhamos para outros pagamentos milionários e procuramos perceber o que está atrás desse alegado saco azul. A investigação concluiu que era financiado através de operações financeiras complexas, por vezes com dinheiro dos clientes do BES.