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Associação da GNR vai realizar protestos pela não aprovação do estatuto da GNR

A Associação Nacional de Guardas (ANAG/GNR) anunciou hoje que vai avançar com formas de luta, por estar "esgotado o tempo para o Conselho de Ministros aprovar" o novo estatuto militar da GNR.

STEVEN GOVERNO

O presidente da ANAG, Virgílio Ministro, disse à agência Lusa que as formas de luta ainda não estão decididas, podendo os protestos realizar-se em conjunto com as restantes associações da GNR e sindicatos da PSP.

"A ANAG/GNR decidiu que foi esgotado o tempo para o Conselho de Ministros aprovar o novo estatuto dos militares da Guarda Nacional Republicana e inicia imediatamente um processo para definir formas de luta", refere a associação, adiantando que o prazo para sua aprovação era hoje.

Para a ANAG, "os governantes manifestaram um grande desrespeito pela GNR", ao não aprovarem o diploma, nem terem dado qualquer justificação.

Entretanto, o ministro da Presidência disse hoje que os estatutos da PSP e da GNR são "processos que ainda não estão concluídos", mas que "oportunamente" vão ser discutidos e aprovados em Conselho de Ministros.

Também a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) anunciou hoje que vai realizar várias ações de protesto para contestar a não aprovação do estatuto profissional da PSP pelo Governo.

A Associação Nacional de Guarda sublinha também que, durante as negociações, a ministra da Administração Interna, Anabela Rodrigues, comprometeu-se a aprovar o estatuto "antes de o atual Governo cessar funções deliberativas".

"Tal garantia não foi cumprida nem há qualquer informação de que o diploma poderá ainda ser aprovado no próximo Conselho de Ministros, antes da campanha eleitoral", sublinha, realçando que a ministra Anabela Rodrigues "promoveu várias rondas negociais apenas para prolongar o processo até ao limite da sua possível aprovação".

A ANAG foi uma das associações que assinou, no final das negociações, um memorando com a tutela sobre o futuro estatuto, que estabelecia que os militares da GNR passariam a ter um horário de 40 horas semanais e o cálculo da pensão de reforma seria idêntico ao aplicado aos militares das Forças Armadas, sendo salvaguardado o regime transitório.

Lusa

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