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Ministro da Defesa diz que a confiança se constrói com muito trabalho

O ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, disse hoje que a confiança se constrói com "muito trabalho", considerando que o país foi no passado governado com 'superavit' de táticas e com défice de estratégia.

"[Passos Coelho] é um exemplo e acho que os portugueses vão reconhecer essa linguagem de verdade que o primeiro-ministro sempre imprimiu ao seu mandato." - José Pedro Aguiar-Branco, ministro da Defesa (02-03-2015)

"[Passos Coelho] é um exemplo e acho que os portugueses vão reconhecer essa linguagem de verdade que o primeiro-ministro sempre imprimiu ao seu mandato." - José Pedro Aguiar-Branco, ministro da Defesa (02-03-2015)

Lusa (Arquivo)

"Há uma palavra que se repete com muita facilidade, mas que ela não se decreta, mas sim constrói-se com factos e com muito trabalho que é a confiança. Foi possível nós restauramos a confiança nos portugueses, nas suas capacidades de ultrapassar os desafios, na sua capacidade de vencer as crises, mas ela não foi porque se decretou, foi porque os factos, as atitudes, as políticas, aquilo que cada português fez ao longo destes quatro anos, determinou um restaurar dessa confiança", afirmou José Pedro Aguiar-Branco.

O governante discursava na sessão solene do dia do município da Batalha, no distrito de Leiria, depois de ter inaugurado, no mesmo concelho, o centro de interpretação da 1.ª posição do exército português na Batalha de Aljubarrota, 630 anos depois da disputa.

Sem nunca se referir aos cartazes da campanha eleitoral socialista, onde surge o líder do PS e a palavra "confiança", o ministro insistiu que restaurar a confiança "deu muito trabalho, dá muito trabalho", o ministro sustentou que "quando essa confiança é assente apenas em técnicas de comunicação ela acaba por, mais tarde ou mais cedo, revelar-se uma ilusão e uma frustração".

"(...) O país quando está mais confiante está melhor e eu diria que é o ativo estratégico mais importante que Portugal tem neste momento e que não pode desbaratar", alertou.

Aguiar-Branco apontou ainda que um dos desafios futuros do país passa pela capacidade de gerar "uma dimensão de 'superavit'" que permita que a autonomia financeira esteja assegurada, depois de no passado ter sido governado "muitas vezes com 'superavit' de táticas e com défice de estratégia".

"É que muitas vezes ziguezagueamos em relação àquilo que é importante para o dia seguinte e desprezamos ou menosprezamos aquilo que é importante numa estratégia que dê sustentabilidade, que consolide a longo prazo e que evite que haja como que uma lógica de eletrocardiograma, onde nos sentimos ora muito eufóricos, ora muito deprimidos em relação àquilo que é o devir do nosso país e do nosso bem-estar", observou.

Nesse sentido, o ministro defendeu que "faz toda a diferença, consolidando uma estratégia que está para lá de um ciclo eleitoral, conseguir com isso" governar "não para as sondagens da semana seguinte, não para aquilo que é mais ou menos popular no dia seguinte" pois isso é efémero.

O centro de interpretação da primeira posição ocupada pelo exército português na Batalha de Aljubarrota é um investimento de 1,5 milhões de euros da Fundação Batalha de Albubarrota, que foi condecorada "pelos serviços prestados na valorização do património histórico nacional".

Já na sessão solene, no Mosteiro da Batalha, o município homenageou diversas pessoas e entidades, tendo o presidente da autarquia, Paulo Batista Santos, recebido a condecoração da Medalha de Defesa Nacional.

Lusa

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